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Vamos aconselhá-lo sobre como falar com o parceiro sobre saúde mental

Quando se fala em "saúde mental", muitas pessoas instintivamente ficam tensas. Não porque o tema não lhes interesse, mas porque à sua volta ainda paira um véu invisível de vergonha, insegurança e medo de incompreensão. E se a pessoa com quem quer falar sobre isso é precisamente o seu parceiro ou parceira, a situação torna-se ainda mais delicada. Como falar com o parceiro sobre saúde mental quando isso é tabu para ele? Esta questão preocupa um número surpreendentemente grande de pessoas na República Checa e em todo o mundo – e a resposta não é simples, mas definitivamente existe.

Imagine uma noite comum. Estão sentados juntos à mesa, o dia foi difícil e você sente que algo não está bem. Talvez tenha reparado que o seu parceiro nas últimas semanas dorme pior, está irritado, fechou-se em si mesmo. Ou talvez seja você que está a passar por um período difícil e precisa de falar sobre isso, mas sempre que tenta abrir o tema, depara-se com um muro. "Não tenho nada." "Não estás a fazer disto uma tempestade num copo de água?" "Eu não preciso de nenhum psicólogo." Reconhece-se nisto? Se sim, saiba que definitivamente não está sozinho/a.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 280 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de depressão, e as perturbações de ansiedade estão entre os problemas de saúde mental mais comuns. Na República Checa, estudos do Instituto Nacional de Saúde Mental mostram repetidamente que o estigma associado à saúde mental continua a ser um dos principais obstáculos para as pessoas procurarem ajuda. E este estigma, infelizmente, não para à porta de casa – muitas vezes é, pelo contrário, mais forte precisamente onde esperaríamos segurança.


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Por que é que a saúde mental ainda é tabu para tantas pessoas

Para compreendermos como falar com o parceiro sobre saúde mental, é primeiro importante entender por que é que este é um tema tão difícil para ele (ou para ela). As raízes deste tabu são profundas – enraízam-se na educação, nos padrões culturais e nas expectativas sociais. Muitas pessoas, especialmente homens, cresceram num ambiente onde as emoções não se manifestavam, onde "não se chorava" e onde os problemas se resolviam com silêncio ou, eventualmente, com trabalho. As dificuldades mentais eram vistas como fraqueza, e não como um problema de saúde legítimo.

Esta mentalidade não muda de um dia para o outro. Quando o parceiro se recusa a falar sobre os seus sentimentos ou sobre saúde mental em geral, na maioria das vezes isso não significa que não se importa consigo ou que o tema lhe é indiferente. É mais provável que tenha medo – medo da vulnerabilidade, da perda de controlo, de ser julgado. E por vezes nem sequer se apercebe de que aquilo que está a vivenciar tem algo a ver com saúde mental. Para muitas pessoas, é mais fácil dizer "estou cansado" ou "dói-me as costas" do que admitir que se sentem ansiosas ou impotentes.

Uma perspetiva interessante sobre este tema é oferecida pela professora e investigadora americana Brené Brown, que se dedica há muito ao estudo da vulnerabilidade e da vergonha. Nos seus trabalhos, sublinha repetidamente: "A vulnerabilidade não é fraqueza. É a nossa medida mais precisa de coragem." É exatamente isto que é importante ter em mente quando tenta abrir uma conversa com o parceiro sobre algo tão pessoal. Não se trata de convencer alguém de que tem um problema – trata-se de criar um espaço no qual ambos se sintam suficientemente seguros para serem honestos.

O contexto cultural desempenha igualmente um papel enorme. Na sociedade checa, tradicionalmente valoriza-se a autossuficiência e a praticidade. Visitar um psicólogo ou terapeuta era, ainda há poucos anos, visto como algo "para loucos". Embora a situação esteja a melhorar gradualmente – sobretudo graças a campanhas de sensibilização, à abertura de algumas figuras públicas e à crescente acessibilidade de serviços terapêuticos – as atitudes profundamente enraizadas mudam lentamente. Por isso, é importante abordar o parceiro com compreensão e paciência, e não com frustração.

E é precisamente a paciência a palavra-chave. Um dos erros mais comuns que as pessoas cometem com a melhor das intenções é tentar resolver tudo de uma vez. Imagine a seguinte situação: Markéta já há vários meses repara que o seu parceiro Tomáš está cada vez mais calado, deixou de se encontrar com amigos, acorda durante a noite e durante o dia está irritado. Markéta lê vários artigos sobre depressão, encontra o contacto de um terapeuta e, numa noite, "despeja" tudo em cima de Tomáš – com a melhor das intenções. Diz-lhe que acha que ele tem depressão, que deveria ir a um especialista, e logo lhe oferece o número de telefone. A reação de Tomáš? Um muro defensivo. "Eu não tenho depressão nenhuma. Deixa-me em paz." Markéta fica magoada, Tomáš sente-se atacado, e o tema fica encerrado por muito tempo.

Este cenário é, infelizmente, muito típico. E, no entanto, bastava abordar a questão de forma um pouco diferente.

Em vez de uma grande conversa confrontacional, é muito mais eficaz começar devagar e de forma subtil. Abrir o tema da saúde mental em geral – por exemplo, mencionar um artigo que leu ou a história de alguém conhecido. "Li uma entrevista interessante com um desportista que falou sobre como a terapia o ajudou. Surpreendeu-me a forma tão aberta como falou sobre isso." Uma entrada assim não cria pressão, não aponta o dedo ao parceiro e, ao mesmo tempo, normaliza o tema da saúde mental no âmbito de uma conversa quotidiana. É como entreabrir uma porta sem obrigar o outro a passar por ela.

Outro passo importante é ouvir – ouvir verdadeiramente, e não apenas esperar pela oportunidade de dizer o que tem a dizer. Quando o parceiro dá a entender que não se sente bem, ou quando manifesta qualquer emoção, é fundamental não desperdiçar esse momento. Em vez de "vai ficar tudo bem" ou "lá estás tu a exagerar outra vez", tente simplesmente dizer: "Estou a ouvir-te. Queres contar-me mais?" Estas mudanças aparentemente pequenas na forma de comunicar podem ter um impacto enorme na sensação de segurança do parceiro e na sua disposição para se abrir gradualmente.

A psicóloga e terapeuta familiar Sue Johnson, autora da abordagem de Terapia Focada nas Emoções (EFT), sublinha que, nas relações de casal, o mais importante é o sentimento de disponibilidade emocional. Quando um dos parceiros sente que o outro está ali para ele – sem julgamentos, sem conselhos, simplesmente presente – cria-se um vínculo que permite até as conversas mais difíceis. O seu trabalho, resumido entre outros no livro Hold Me Tight, mostra que a qualidade da ligação emocional entre parceiros é um dos mais fortes preditores de que a relação sobreviverá aos períodos difíceis.

Passos práticos que realmente funcionam

A teoria é uma coisa, mas o que fazer concretamente quando está sentado/a ao lado de uma pessoa que se recusa a falar sobre os seus sentimentos? Existem vários princípios que se revelam eficazes repetidamente.

Em primeiro lugar, fale sobre si, não sobre o parceiro. Em vez de "Tu tens um problema", tente "Eu estou preocupado/a contigo" ou "Eu tenho reparado que ultimamente pareces cansado, e isso preocupa-me." As chamadas mensagens-eu reduzem a probabilidade de o outro se sentir atacado e transferem a comunicação do plano da acusação para o plano do cuidado.

Em segundo lugar, respeite o ritmo do parceiro. Se após a primeira tentativa de conversa encontrar resistência, não desespere nem pressione. Mostre que está ali sempre que ele estiver preparado, e depois deixe o tema de lado por algum tempo. A insistência repetida pode levar a um fechamento ainda maior. Pense nisso como regar uma planta – demasiada água de uma vez afoga-a, mas uma rega regular e suave ajuda-a a crescer.

Em terceiro lugar, informem-se juntos, mas sem forçar. Partilhe artigos, podcasts ou vídeos sobre saúde mental que não sejam dirigidos especificamente ao parceiro, mas ao tema em geral. Na República Checa existem vários recursos de qualidade – por exemplo, o site Nevypusť duši, dedicado à desestigmatização da saúde mental e que oferece informações acessíveis para o público em geral. Da mesma forma, a Linka bezpečí ou a Linka první psychické pomoci podem ser um primeiro passo útil para quem ainda não está preparado para visitar um terapeuta pessoalmente.

Em quarto lugar, seja você mesmo/a o exemplo. Uma das coisas mais poderosas que pode fazer é falar abertamente sobre os seus próprios sentimentos e, eventualmente, sobre a sua própria experiência com terapia ou outras formas de cuidado com a saúde mental. Quando o parceiro vê que você próprio/a está disposto/a a ser vulnerável, é mais provável que se abra gradualmente também. Isto não é manipulação – é partilha autêntica que derruba barreiras.

Em quinto lugar, e este é talvez o ponto mais importante de todos, não assuma o papel de terapeuta. O seu papel é ser parceiro/a, não especialista em saúde mental. Pode ouvir, apoiar, estar presente – mas diagnosticar, tratar ou "consertar" o parceiro não é sua responsabilidade, nem deveria ser. Se sente que a situação ultrapassa as suas possibilidades, é perfeitamente aceitável sugerir ajuda profissional. E também é aceitável procurar apoio para si mesmo/a – seja através de terapia própria, ou de uma conversa com alguém de confiança no seu círculo.

Voltemos à história de Markéta e Tomáš. Após a primeira tentativa falhada, Markéta decidiu mudar de abordagem. Deixou de pressionar Tomáš para uma conversa e, em vez disso, começou a partilhar ocasionalmente os seus próprios sentimentos – por exemplo, como o trabalho a stressava ou como por vezes era invadida pela ansiedade. Uma noite, pôs um podcast sobre saúde mental masculina e deixou-o a tocar em segundo plano, sem dizer nada sobre isso. Tomáš não reagiu de imediato, mas passados alguns dias, por iniciativa própria, comentou que "aquele homem no podcast tinha razão." Foi um pequeno passo, mas abriu caminho para mais conversas. Algumas semanas depois, Tomáš admitiu pela primeira vez que não se sentia bem e concordou em experimentar ligar para uma linha de apoio. Nenhuma grande revelação, nenhuma cena dramática – apenas a construção gradual e paciente de confiança.

Vale a pena mencionar que todo este processo pode ser emocionalmente exigente também para quem tenta iniciar a conversa. Cuidar de um parceiro com dificuldades de saúde mental pode levar ao esgotamento, frustração e sentimento de impotência. Por isso, é tão importante não esquecer a própria higiene mental. Exercício físico regular, sono suficiente, tempo passado com amigos e passatempos próprios não são um luxo – são pilares fundamentais que lhe permitem ser o apoio de outra pessoa sem se desmoronar. No site da loja Ferwer encontrará uma variedade de produtos orientados para um estilo de vida saudável, que podem fazer parte do cuidado diário consigo mesmo/a – desde cosmética natural, passando por chás de ervas, até acessórios para relaxamento e mindfulness.

Abrir uma conversa sobre saúde mental com um parceiro para quem isso é tabu é como aprender uma nova língua. No início será desajeitado, cheio de incompreensões e talvez até de silêncio. Mas a cada tentativa, ambos se aproximam mais um do outro. E por vezes, o passo mais corajoso numa relação não é dizer "amo-te", mas dizer "preciso de ajuda" – ou, melhor ainda, criar um espaço no qual o outro possa dizê-lo por si mesmo. Porque, no fim do dia, não se trata de ter uma relação perfeita sem problemas. Trata-se de ter uma relação na qual ambos se sintam suficientemente seguros para serem imperfeitos – e, ainda assim, amados.

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