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Poucas pessoas percebem, ao observar os seus movimentos diários, o papel fundamental que as mãos desempenham – mais concretamente, a força da sua preensão. De manhã, abre um frasco de compota, a caminho do trabalho agarra-se ao corrimão do elétrico, à tarde transporta sacos de compras e à noite talvez pratique escalada em rocha ou trabalhe no jardim. Todas estas atividades aparentemente banais têm uma coisa em comum: dependem da força e da qualidade da sua preensão. No entanto, apenas uma fração daqueles que treinam regularmente dedica atenção ao treino de preensão, e ainda menos são os que pensam na sua saúde num contexto mais amplo.

A força de preensão, em inglês designada grip strength, não é apenas uma questão para culturistas ou escaladores. Investigações repetidas mostram que é um dos indicadores mais fiáveis do estado de saúde geral, transversalmente a todos os grupos etários. Um estudo publicado na prestigiada revista The Lancet acompanhou mais de 140 000 adultos em 17 países e concluiu que uma força de preensão mais fraca é um preditor mais forte de doenças cardiovasculares e morte prematura do que a pressão arterial. Esta é uma descoberta que merece atenção.


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A preensão como janela para a saúde geral

Por que razão deveria a força das mãos revelar algo sobre o estado do coração ou a duração da vida? A resposta reside em como o corpo funciona como um todo. Os músculos da mão e do antebraço estão conectados a toda a cadeia cinética – ou seja, o sistema de músculos, tendões, articulações e vias nervosas que se estende dos dedos pelo pulso, cotovelo, ombro até à coluna vertebral e ao tronco. Quando um elo desta cadeia é fraco ou disfuncional, afeta tudo o resto.

As pessoas com uma preensão forte têm geralmente músculos mais desenvolvidos em todo o corpo, tecido ósseo mais robusto e uma coordenação neuromuscular mais eficiente. Por outras palavras, a força nas mãos é o reflexo da aptidão física geral, e não uma característica isolada. Além disso, as pessoas que são fisicamente ativas e sobrecarregam regularmente as mãos – seja através do trabalho, do desporto ou do treino consciente – têm naturalmente uma preensão mais forte. E precisamente a atividade física é um dos fatores mais bem documentados de longevidade e prevenção de doenças crónicas.

Também é interessante olhar para o outro lado. Uma preensão fraca é frequentemente um dos primeiros sinais de sarcopenia – a perda progressiva de massa muscular e força que acompanha o envelhecimento e aumenta dramaticamente o risco de quedas, fraturas e perda de autonomia. A Organização Mundial de Saúde reconheceu a sarcopenia como um diagnóstico autónomo apenas em 2016, mas o problema em si é tão antigo quanto a humanidade. Quem alguma vez observou pais ou avós a envelhecer com cada vez mais dificuldade em abrir garrafas ou levantar objetos mais pesados, assistiu à sarcopenia em direto.

No entanto, não se trata apenas do envelhecimento. Mesmo em jovens que passam a maior parte do dia ao computador e se movem minimamente, ocorre um enfraquecimento dos músculos das mãos e dos antebraços. Dores crónicas no pulso, síndrome do túnel cárpico ou cotovelo de tenista – são problemas que aparecem cada vez mais frequentemente já na terceira década de vida e cuja causa inclui, entre outras coisas, um desequilíbrio entre a sobrecarga de determinados grupos musculares e a insuficiente força de preensão.

Como o treino de preensão influencia a postura

A ligação entre a força de preensão e a postura não é óbvia à primeira vista, mas quando a compreende, faz todo o sentido. Experimente um exercício simples: feche firmemente a mão num punho e observe o que acontece com o seu ombro. A maioria das pessoas sente automaticamente uma ligeira tensão no antebraço, no braço e no ombro – os músculos ativam-se em toda a cadeia. Agora imagine que esta ativação ocorre de forma consciente e treinada em cada movimento.

Os músculos do antebraço e da mão estão ligados, através de tendões e fáscias, aos músculos do ombro, da omoplata e de toda a parte superior das costas. Mãos fracas e não treinadas contribuem diretamente para a instabilidade do complexo do ombro, o que se manifesta em ombros projetados para a frente, costas curvadas e um padrão postural globalmente deficiente. Esta é uma realidade com que os fisioterapeutas lidam diariamente – e o treino de preensão é uma das ferramentas para a resolver.

O fisioterapeuta e especialista em sistema locomotor Pavel Kolář, cuja abordagem de estabilização dinâmica neuromuscular (DNS) é reconhecida mundialmente, sublinha repetidamente que a estabilidade do corpo é construída da periferia para o centro – ou seja, que membros fortes e coordenados são um pré-requisito para um tronco e coluna vertebral estáveis, e não o contrário. O treino de preensão não é, portanto, apenas um exercício para as mãos, mas parte de um trabalho corporal abrangente.

Vejamos um exemplo concreto. Jana, uma designer gráfica de trinta e três anos, passava de oito a dez horas por dia ao computador. Começou a queixar-se de dores na coluna cervical e na nuca, que a acompanhavam mesmo fora do trabalho. O fisioterapeuta, durante o exame, detetou uma fraqueza acentuada dos músculos do antebraço e instabilidade da articulação do ombro. O plano de reabilitação incluía, para além dos exercícios clássicos para os ombros e a coluna torácica, também um treino direcionado de preensão – com equipamentos de treino de grip, suspensão em barra e trabalho com bandas elásticas. Após três meses, as dores diminuíram significativamente e Jana conseguiu, pela primeira vez em anos, sentar ao computador sem a tensão constante na nuca.

Como treinar corretamente a força de preensão

O treino de preensão tem mais dimensões do que poderia parecer. Os especialistas distinguem vários tipos de preensão: preensão de força (segurar firmemente um objeto com toda a mão), preensão de precisão (segurar delicadamente pequenos objetos com os dedos), resistência de preensão (capacidade de manter a pressão durante um período prolongado) e pinch strength (força da pinça, ou seja, do polegar e do indicador). Para uma saúde e funcionalidade abrangentes das mãos, é ideal trabalhar todos os quatro tipos.

A forma mais simples e ao mesmo tempo mais eficaz de começar é a suspensão regular numa barra. A suspensão numa barra reta durante 20 a 60 segundos por dia descomprime a coluna vertebral, fortalece todo o complexo do ombro e envolve intensamente os músculos das mãos e dos antebraços. Não é de negligenciar o efeito sobre a mobilidade da coluna torácica – uma zona que nas pessoas sedentárias é a primeira a enrijecer. Uma barra de suspensão ou argolas são um dos melhores investimentos para o treino em casa, também do ponto de vista da relação custo/benefício.

Outros instrumentos populares incluem:

  • Grip trainers – simples apertos com resistência ajustável, adequados para fortalecer a preensão de força
  • Bandas elásticas – permitem fortalecer não apenas os flexores dos dedos, mas também os seus extensores, que num treino unilateral são frequentemente negligenciados
  • Kettlebells e halteres com pega grossa – o chamado treino fat grip, no qual um diâmetro maior da pega aumenta significativamente as exigências sobre a preensão
  • Escalada – seja numa parede artificial ou na natureza, é uma das formas mais abrangentes de desenvolver a força, a resistência e a coordenação da preensão

É importante não esquecer o alongamento e a recuperação dos músculos das mãos e dos antebraços. Tal como qualquer outro grupo muscular, também estes músculos precisam de tempo para recuperar. O alongamento regular dos flexores e extensores do antebraço, a massagem das palmas e dos dedos ou o trabalho com uma bola de massagem podem reduzir significativamente o risco de sobrecarga e inflamação dos tendões.

Uma perspetiva interessante sobre o treino de preensão é também oferecida pelos sistemas tradicionais de exercício físico. O yoga, que dá grande ênfase ao trabalho consciente com as mãos e os dedos – as chamadas mudras e a distribuição correta do peso pelas palmas em posições como o cão com a cabeça para baixo ou a prancha – fortalece naturalmente a preensão e ao mesmo tempo constrói a estabilidade de todo o corpo. De forma semelhante funciona o tai-chi ou o qigong, onde os movimentos suaves das mãos ativam músculos que noutros desportos ficam completamente ignorados.

Como observou o lendário treinador de força Dan John: "Se queres saber quão forte é uma pessoa, olha para as suas mãos." E embora estas palavras tenham um tom poético, por detrás delas existe uma sólida verdade fisiológica.

A idade não é um obstáculo – pelo contrário. Um estudo publicado no Journal of Aging and Health mostrou que o treino direcionado das mãos em idosos com mais de 65 anos conduziu não apenas a uma melhoria da força de preensão, mas também a uma redução do risco de quedas, melhoria da motricidade fina e até a efeitos positivos nas funções cognitivas. A ligação entre o movimento das mãos e o cérebro não é acidental – as mãos são uma das partes do corpo humano com maior inervação e o seu uso ativo estimula literalmente a atividade cerebral.

Para quem quer começar e não sabe como, um bom ponto de partida é uma medição simples. O dinamómetro – um aparelho que mede a força de preensão – está disponível na maioria dos fisioterapeutas e médicos desportivos. Os valores médios variam consoante a idade e o sexo, mas em geral, uma força da mão dominante abaixo de 30 kg nos homens e abaixo de 20 kg nas mulheres pode ser um sinal para reflexão e início de um treino direcionado.

O treino de preensão não é uma moda passageira nem uma disciplina especializada apenas para desportistas. É um cuidado básico com o corpo, que se traduz numa melhor postura, menor risco de lesões, maior autonomia na velhice e – como os dados científicos demonstram – também numa vida mais longa e saudável. Numa época em que passamos cada vez mais tempo com telemóveis nas mãos e cada vez menos tempo em trabalho físico real, o fortalecimento consciente das mãos é um dos passos mais sensatos que pode dar por si próprio.

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