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Todos os pais conhecem esta situação. No prato está um brócolo lindamente preparado, cenouras ou, por exemplo, panquecas de courgette, e a criança olha para aquilo como se alguém lhe tivesse servido algo de outro planeta. Depois vem o decisivo "não quero" – e começa uma negociação que não leva a lado nenhum. A recusa de legumes é um dos desafios alimentares mais comuns que as famílias enfrentam, e, no entanto, existem muitos mitos e stress desnecessário à sua volta. Mas o que fazer, afinal, quando o seu filho não quer comer legumes, e isso sem pressão e sem os esconder?

A resposta não é tão simples como poderia parecer a partir de artigos populares que aconselham "simplesmente triture os legumes num smoothie e a criança não vai notar nada." Esconder legumes na comida pode, a curto prazo, aumentar a ingestão de vitaminas, mas a longo prazo não ensina a criança a ter uma relação positiva com os legumes. E a pressão? Essa quase sempre piora a situação. Estudos na área da nutrição infantil confirmam repetidamente que a pressão para comer leva a uma maior seletividade, e não à sua superação. Um estudo publicado na revista científica Appetite, por exemplo, mostrou que as crianças sobre as quais os pais exerciam pressão durante as refeições tinham tendência a recusar novos alimentos ainda mais do que as crianças a quem era dado espaço para a sua própria decisão.

Mas antes de mergulharmos em abordagens concretas, é bom compreender por que razão as crianças recusam os legumes com tanta frequência. Não se trata de capricho nem de má educação. Do ponto de vista evolutivo, as crianças estão programadas para serem cautelosas em relação a novos alimentos – este fenómeno chama-se cientificamente neofobia e é completamente natural. Atinge o seu pico tipicamente entre os dois e os seis anos de idade e vai desaparecendo gradualmente. O sabor amargo, que muitos tipos de legumes possuem, na natureza frequentemente sinalizava substâncias venenosas, pelo que a aversão das crianças pequenas ao brócolo ou à couve faz todo o sentido do ponto de vista biológico. Como observou o psicólogo americano e especialista em alimentação infantil Dr. Dina Rose: "O problema não é que as crianças não comem legumes. O problema é como nós reagimos ao facto de elas não os comerem."

E é precisamente aqui que começa o caminho para a mudança.


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Por que é que a pressão e esconder os legumes não funcionam

Imagine uma situação comum ao jantar. A Eliška, de cinco anos, está sentada perante um prato com arroz, frango e cenoura estufada. O arroz e a carne come sem problemas, a cenoura empurra sistematicamente para a borda do prato. A mãe diz: "Enquanto não comeres a cenoura, não tens sobremesa." O que acontece nesse momento na cabeça da Eliška? A cenoura torna-se o inimigo, um obstáculo entre ela e algo agradável. A sobremesa torna-se uma recompensa e, por isso, ainda mais tentadora. O valor dos legumes desce e o valor dos doces sobe. Exatamente o efeito oposto ao que o pai ou a mãe pretendia.

Igualmente problemático é esconder sistematicamente os legumes nas refeições. Quando a mãe tritura espinafres no molho de massa de forma que a criança não os reconheça, está a resolver o problema imediato – a criança recebe algumas vitaminas. Mas não resolve a causa. A criança não aprende a comer espinafres. Não aprende que os legumes podem saber bem. E pior ainda – se descobre, pode perder a confiança na comida que os pais lhe apresentam. Isto não significa que adicionar legumes aos pratos seja mau. A diferença está em fazê-lo em segredo ou abertamente. Se a criança sabe que há courgette no molho e mesmo assim o come, é uma situação completamente diferente de quando descobre por acaso e se sente enganada.

Mas existe um terceiro caminho, que não exige nem coerção nem engano. É mais lento, requer paciência, mas os seus resultados são mais duradouros.

A base desta abordagem é o chamado modelo de responsabilidade partilhada, desenvolvido pela dietista americana Ellyn Satter. O princípio é elegantemente simples: o pai/mãe decide o que se vai comer, quando e onde. A criança decide se vai comer e quanto. Isto significa que o pai/mãe tem total controlo sobre que alimentos aparecem na mesa – e os legumes devem estar lá sempre. Mas a decisão de se a criança coloca legumes no seu prato e se efetivamente os come é da criança. Sem persuasão, sem condições, sem recompensas nem castigos.

Pode parecer demasiado permissivo, talvez até arriscado. Mas funciona, e por uma razão simples: quando a pressão desaparece, a resistência também desaparece. Uma criança que sabe que ninguém a vai obrigar a comer brócolo pode olhar para ele com muito menos desconfiança. E é precisamente aqui que começa o processo a que os especialistas chamam exposição repetida. Estudos mostram que uma criança precisa de ser exposta a um novo alimento, em média, 10 a 15 vezes antes de o provar – e por vezes muitas mais. O importante é que o simples facto de ver o alimento na mesa conta. A criança não precisa de provar os legumes para começar a habituar-se a eles. Basta que os veja regularmente como parte normal da refeição.

Como é que isto funciona na prática? A família senta-se para jantar, na mesa há vários pratos incluindo uma tigela com tomates cherry ou fatias de pimento. Ninguém diz "pega num tomate." Ninguém comenta que a criança não pegou num tomate. Os pais comem legumes, naturalmente, sem grande teatro. A criança observa, aprende, e um dia – talvez daqui a uma semana, talvez daqui a um mês – pega num tomate. Ou não pega. E isso também está bem, porque nada se estragou e nenhuma relação com a comida foi prejudicada.

Como criar um ambiente no qual a criança goste de legumes por si própria

Para além da exposição regular aos legumes, existe toda uma série de formas de aproximar as crianças do mundo dos legumes sem as empurrar para ele. O fundamental é envolver o máximo de sentidos possível e criar à volta da comida um ambiente positivo e lúdico.

Uma das abordagens mais eficazes é envolver as crianças na preparação da comida. Uma criança que ajuda a lavar tomates, a partir alface ou a mexer a massa das panquecas de courgette tem uma relação completamente diferente com a refeição resultante do que uma criança a quem o prato pronto simplesmente aparece à frente. Não se trata de que a criança coma necessariamente os legumes – trata-se de que os segure nas mãos, os cheire, veja como se transformam durante a cozedura. A experiência sensorial é o primeiro passo para provar. Até uma criança de três anos pode ajudar na cozinha, e quanto mais cedo se tornar parte do processo de cozinhar, mais natural será para ela também provar.

Outra estratégia eficaz é cultivar os próprios legumes. Não é preciso ter um jardim – basta um vaso com tomates cherry na varanda ou uma floreira com ervas aromáticas no parapeito da janela. As crianças que observam como de uma semente nasce uma planta e nela aparecem frutos têm uma relação muito mais próxima com os legumes. Segundo uma investigação da Royal Horticultural Society, as crianças que participam no cultivo de legumes provam-nos com muito maior probabilidade do que as crianças que os encontram pela primeira vez apenas no prato.

Também desempenha um papel enorme o modo de apresentação. A mesma cenoura pode ser inaceitável para uma criança quando é estufada e mole, mas absolutamente fantástica quando é crua e crocante. Muitas crianças preferem legumes crus aos cozinhados – e essa é uma forma absolutamente legítima de os comer. Ofereça legumes de diferentes formas: crus com um dip, assados com um pouco de azeite e sal, em sopa, na pizza, em panquecas. A forma de apresentação pode ser decisiva. Algumas crianças recusam legumes no prato, mas comem com entusiasmo palitos de cenoura com hummus ou tiras de pimento mergulhadas num dip de iogurte. O dip é, aliás, uma ferramenta mágica – dá à criança uma sensação de controlo e ao mesmo tempo torna os legumes mais interessantes.

Igualmente importante é o exemplo pessoal. As crianças são incrivelmente atentas e imitam o comportamento dos adultos à sua volta muito mais do que imaginamos. Se o pai ou a mãe não come legumes ou os comenta negativamente, é difícil esperar que a criança os aceite com entusiasmo. Pelo contrário, quando a criança vê que os pais, irmãos mais velhos ou amigos comem legumes com prazer, a probabilidade de ela própria os provar é significativamente maior. As refeições em família, nas quais todos comem o mesmo, são um dos fatores mais fortes que influenciam os hábitos alimentares das crianças, como confirmam também os dados de estudos de longo prazo da Universidade de Harvard.

Uma história concreta da prática ilustra a força desta abordagem. A família Nováková, de Brno, debatia-se com o facto de o seu filho Matěj, de quatro anos, recusar praticamente todos os legumes. A mãe tentou tudo – escondê-los na comida, persuasão, recompensas por provar. Nada funcionava e o ambiente à mesa estava cada vez mais tenso. Por recomendação de uma terapeuta nutricional infantil, tentaram mudar de abordagem. Deixaram de comentar a recusa de legumes do Matěj, começaram a oferecer-lhe legumes em pequenas tigelas como parte de cada refeição sem qualquer expectativa e envolveram-no na cozinha. Após três semanas, o Matěj provou pimento cru pela primeira vez. Após dois meses, comia regularmente cenoura, pepino e tomates cherry. Não porque tivesse de o fazer, mas porque queria.

Vale ainda a pena mencionar um aspeto que é frequentemente esquecido: a atmosfera emocional à mesa. A refeição deveria ser uma experiência social agradável, não um campo de batalha. No momento em que a mesa se transforma num lugar de negociação e tensão, a criança começa a associar a comida a emoções negativas – e isto aplica-se não só aos legumes, mas à comida em geral. Se durante as refeições se resolvem conflitos, se a criança é criticada ou ridicularizada pelas suas escolhas alimentares, isso pode levar a uma relação problemática com a comida que persiste até à idade adulta. Pelo contrário, uma atmosfera calma e amigável, onde se fala da comida de forma positiva e sem pressão, cria um espaço no qual a criança está disposta a experimentar.

No que diz respeito a dicas concretas que podem ajudar os pais no caminho para que os seus filhos aceitem os legumes de forma natural, alguns princípios simples têm-se revelado eficazes:

  • Ofereça legumes repetidamente, mas sem comentários e sem pressão
  • Sirva-os de diferentes formas e combinações – crus, assados, em sopa, com dip
  • Envolva as crianças na compra, escolha e preparação dos legumes
  • Coma legumes você mesmo/a e fale deles de forma positiva, mas natural
  • Não associe os legumes a recompensas nem a castigos
  • Seja paciente – a mudança pode levar semanas ou até meses

É compreensível que os pais sintam ansiedade quando o seu filho recusa todo um grupo alimentar. As preocupações com a ingestão suficiente de vitaminas e minerais são legítimas. Se a criança recusa a longo prazo não só legumes, mas também fruta, e a sua dieta é significativamente limitada, é certamente indicada uma consulta com o pediatra ou um terapeuta nutricional infantil. Na grande maioria dos casos, porém, a recusa de legumes é uma fase de desenvolvimento normal que, com a abordagem certa, passa.

O caminho para que uma criança coma legumes não é um sprint, mas uma maratona. Não passa por ultimatos ao jantar nem por brócolo secretamente triturado. Passa pela paciência, pela repetição, pelo exemplo positivo e pela confiança de que a criança é capaz de aprender a comer de forma variada – se lhe criarmos as condições certas. E talvez esta seja a lição mais importante que os nossos filhos nos dão à mesa: que a verdadeira mudança chega quando deixamos de pressionar e começamos a confiar.

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