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Cada um de nós conhece esta situação. É domingo à noite, abre o frigorífico e lá dentro encontra uma alface murcha, metade de um pimento que há muito perdeu a sua crocância e um iogurte com a data expirada. No entanto, ainda na semana passada gastou uma quantia considerável no supermercado e teve a sensação de que comprou "tudo o que era necessário". Só que sem um plano, até a compra mais bem abastecida se transforma num monte de comida desperdiçada. Como então fazer compras para a semana inteira numa hora e não desperdiçar comida? Não é nenhuma ciência, mas requer um pouco de preparação – e sobretudo uma mudança de abordagem.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a nível mundial são desperdiçadas anualmente cerca de 1,3 mil milhões de toneladas de alimentos, o que representa aproximadamente um terço de todos os alimentos produzidos. No contexto checo, isto significa que um agregado familiar médio deita fora anualmente dezenas de quilogramas de comida que poderia ter consumido sem qualquer problema. Não se trata apenas de um problema ético – é também um encargo desnecessário para a carteira e para o meio ambiente. Cada quilograma de alimentos que acaba no lixo em vez de no prato carrega consigo água, energia e solo consumidos. E é precisamente aqui que começa o caminho para a mudança: na lista de compras e no planeamento bem pensado.


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Porque é que o planeamento muda as regras do jogo

Imagine uma situação típica. Chega ao supermercado depois do trabalho, cansado e com fome. Percorre os corredores, atira para o carrinho coisas que parecem tentadoras ou que estão em promoção. Três embalagens de espinafres porque estavam a metade do preço? Ótimo – só que na realidade vai conseguir consumir no máximo uma. Uma embalagem grande de peitos de frango em promoção? Excelente ideia, se souber o que vai fazer com eles. Caso contrário, metade acaba no congelador, onde se esquece deles durante meses.

O planeamento de ementas não se trata de se tornar escravo de um plano rigoroso. É mais sobre ter uma ideia geral do que vai comer durante a semana e, com base nisso, comprar apenas o que realmente precisa. Um estudo publicado na revista International Journal of Consumer Studies confirma repetidamente que os agregados familiares que planeiam as refeições com antecedência desperdiçam significativamente menos e, ao mesmo tempo, gastam menos dinheiro. A lógica é simples: quando sabe que na segunda-feira vai cozinhar massa com molho de tomate, na quarta-feira risotto e na sexta-feira legumes gratinados, compra exatamente os ingredientes de que precisa e em quantidades adequadas.

A experiência da senhora Markéta, de Brno, mãe de dois filhos em idade escolar, confirma-o. "Antes ia às compras quase todos os dias e de cada vez gastava mais do que o necessário. Quando comecei a escrever a ementa para a semana inteira ao domingo à noite e, com base nela, a lista de compras, de repente as compras passaram a demorar-me pouco mais de uma hora e por mês poupei quase dois mil coroas. E sobretudo – deixei de deitar comida fora," descreve a sua experiência.

Todo o processo não precisa de ser nada complicado. Basta sentar-se com calma, abrir o frigorífico e a despensa, ver o que já tem em casa e, com base nisso, elaborar o menu para os próximos sete dias. Não precisa de planear cada dentada – bastam as refeições principais e eventualmente os lanches. O importante é pensar em como interligar os ingredientes entre si. Se na terça-feira cozinha uma sopa de legumes e lhe sobra metade de um aipo, planeie para quinta-feira uma salada onde utilize o aipo. Esta forma de pensar é a chave para não desperdiçar comida e ao mesmo tempo comer de forma variada.

Assim que tem a ementa, chega a vez da lista de compras. E aqui vale uma regra de ouro: siga a lista. Claro que de vez em quando encontra algo irresistível ou uma oferta verdadeiramente vantajosa, mas de um modo geral, as compras por impulso são a principal fonte de desperdício futuro. Escreva a lista por secções da loja – frutas e legumes, lacticínios, carne, padaria, produtos não perecíveis – e percorra a loja sistematicamente, sem deambular desnecessariamente. É precisamente graças a isso que consegue fazer compras para a semana inteira realmente numa hora, por vezes até mais rápido.

E quanto às quantidades? Seja realista. Se sabe que a sua família come dois pães por semana, não compre três só porque o terceiro está com desconto. Se vive sozinho e as bananas amadurecem mais depressa do que consegue comê-las, compre menos – ou conte com o facto de que vai usar as bananas demasiado maduras para pão de banana ou smoothie. É precisamente esta flexibilidade e disposição para trabalhar com o que se tem que constitui a base de uma abordagem sem desperdício na alimentação.

Truques inteligentes que evitam o desperdício

As compras são apenas a primeira metade do sucesso. A segunda acontece em casa, na cozinha. Mesmo as compras mais bem planeadas podem acabar em desperdício se não conservar ou utilizar os ingredientes corretamente.

Comecemos pelo frigorífico. A maioria das pessoas simplesmente arruma os alimentos tal como os tira do saco e não pensa mais nisso. No entanto, a organização correta do frigorífico pode prolongar significativamente a validade dos alimentos. Os lacticínios pertencem à parte mais fria, as frutas e os legumes às gavetas especiais, onde a humidade é mais elevada, e as sobras de refeições devem estar sempre colocadas de forma visível para que não se esqueça delas. O princípio simples de "o que é mais antigo vai para a frente" – conhecido na gastronomia como FIFO (first in, first out) – consegue salvar em casa uma quantidade surpreendente de comida.

Outro aliado fundamental é o congelador. Muitas pessoas encaram-no como um lugar onde se guardam coisas "para depois" e depois esquecem-se delas. No entanto, o congelador pode ser a melhor ferramenta contra o desperdício, se o utilizar de forma ativa e sistemática. Cozinhou uma porção demasiado grande de guisado? Congele metade e tem um almoço pronto para a semana seguinte. Tem fruta demasiado madura? Corte-a e congele-a para smoothies. Sobrou-lhe um bocado de pão? Também pode ser congelado e depois tostado no forno. O fundamental é etiquetar os alimentos congelados com a data, para saber o que precisa de ser consumido primeiro.

Depois há a questão das sobras, que nos lares checos ainda é um pouco tabu. Muitas pessoas sentem que comer sobras é algo inferior, quando na verdade é precisamente delas que surgem frequentemente os melhores pratos. O arroz que sobrou de ontem transforma-se num excelente arroz frito com ovo e legumes. Dos legumes assados que não foram comidos faz-se uma sopa excelente. E os restos de carne servem como base para uma sandes ou salada para o almoço no trabalho. O trabalho criativo com sobras não é apenas ecológico – é também uma oportunidade para descobrir novos sabores e combinações.

Interessante é também a abordagem aos "defeitos cosméticos" dos alimentos. Uma maçã ligeiramente amolgada, uma cenoura que não é perfeitamente reta ou um tomate com uma pequena mancha – tudo isto são alimentos que sabem exatamente igual aos seus equivalentes de aspeto perfeito. Mesmo assim, as pessoas muitas vezes deitam-nos fora automaticamente. Se aprender a olhar para a comida de forma funcional em vez de estética, poupa não só dinheiro, mas contribui também para a redução do desperdício alimentar em toda a cadeia. Algumas lojas e iniciativas, como por exemplo a Zachraň jídlo, focam-se precisamente neste problema e oferecem dicas práticas e inspiração.

Não podemos esquecer também a correta compreensão da data de consumo e da data de validade mínima. Existe entre elas uma diferença fundamental que muitas pessoas não percebem. "Consumir até" significa que após esta data o alimento não deve ser consumido – tipicamente no caso de carne, lacticínios frescos e similares. Por outro lado, "validade mínima até" é mais um dado orientativo do fabricante sobre até quando o alimento mantém garantidamente a qualidade ótima. Um iogurte com a validade mínima ultrapassada em um ou dois dias está, na maioria dos casos, perfeitamente bem – basta cheirá-lo e prová-lo. Segundo estimativas da Comissão Europeia, até 10% do desperdício alimentar na UE está relacionado precisamente com a compreensão incorreta das datas nas embalagens.

Como disse o famoso chef e ativista contra o desperdício alimentar Dan Barber: "O desperdício não é apenas o que deitamos fora – é a prova de que não nos esforçámos por pensar." E é exatamente disso que se trata toda esta abordagem: de pensar conscientemente sobre o que compramos, como o conservamos e como o utilizamos.

Vale a pena mencionar também os auxiliares tecnológicos que hoje temos à disposição. Existem aplicações como a Too Good To Go, que permitem comprar alimentos com desconto de restaurantes e lojas pouco antes do fim da sua validade. Outras aplicações ajudam-no a planear ementas ou a gerar receitas a partir de ingredientes que já tem em casa. Até uma simples aplicação de notas no telemóvel, onde anota a lista de compras, é melhor do que confiar na memória – porque a memória no supermercado, sob a influência de truques de marketing, falha com uma frequência surpreendente.

Todo o conceito de compras e alimentação sustentáveis interliga-se, aliás, de forma harmoniosa com outras áreas da vida quotidiana. Quem começa a pensar em como não desperdiçar comida, frequentemente passa a interessar-se também pela origem dos alimentos, pelas embalagens ecológicas, pelos produtores locais e por uma abordagem globalmente mais responsável ao consumo. Não é coincidência – é uma evolução natural em que uma mudança positiva puxa consigo outra. E é precisamente por isso que o primeiro passo é tão importante, mesmo que possa parecer pequeno.

Para concluir, voltemos ao lado prático. Se quiser começar já este fim de semana, experimente o seguinte: reserve vinte minutos no domingo, abra o frigorífico e a despensa, anote o que tem e planeie cinco refeições principais para a próxima semana. A partir daí, elabore a lista de compras. Na loja, siga-a, não se deixe distrair por promoções de coisas de que não precisa e compre apenas o que realmente vai consumir. Em casa, arrume os ingredientes corretamente, coloque os alimentos mais antigos à frente e durante a semana seja criativo com as sobras. Ao fim de um mês com esta abordagem, ficará surpreendido com o quanto poupou – em dinheiro e em comida que de outra forma teria acabado no lixo.

Porque não desperdiçar comida não é apenas uma tendência ou uma questão de moda. É uma abordagem sensata, económica e ecológica que faz sentido para qualquer agregado familiar – quer seja solteiro, um casal ou uma família numerosa. E o melhor de tudo? Basta começar com uma lista de compras.

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