facebook
TOP desconto agora mesmo! | O código TOP dá-lhe 5% de desconto em toda a compra. | CÓDIGO: TOP 📋
As encomendas feitas antes das 12:00 são despachadas imediatamente | Envio gratuito para compras acima de 80 EUR | Trocas e devoluções gratuitas dentro de 90 dias

A maioria das mulheres nunca ouviu falar deles – até aparecerem numa ecografia. Os miomas uterinos estão entre os tumores benignos mais comuns do sistema reprodutor feminino e, ainda assim, fala-se surpreendentemente pouco sobre eles nas conversas do dia a dia. Talvez seja porque muitas mulheres não sentem quaisquer sintomas, ou porque o tema da saúde feminina continua envolto em pudor desnecessário. Seja como for, vale a pena saber o que são exatamente os miomas, como se manifestam e em que situações é importante agir.

Os miomas uterinos, cientificamente designados leiomiomas, são tumores benignos formados por músculo liso e tecido conjuntivo, que crescem na parede uterina ou na sua superfície. Segundo o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG), até 70–80 % das mulheres deparam-se com eles ao longo da vida, sendo que a maior incidência ocorre entre os trinta e os cinquenta anos de idade. Curiosamente, uma grande parte destas mulheres nem sequer sabe que tem miomas, porque estes não lhes causam qualquer desconforto. No entanto, noutras mulheres podem manifestar-se através de uma ampla gama de sintomas desagradáveis, capazes de afetar significativamente a qualidade de vida quotidiana.

Para compreendermos por que razão os miomas se formam, temos de olhar para a paisagem hormonal do corpo feminino. O estrogénio e a progesterona – duas hormonas-chave que regulam o ciclo menstrual – desempenham um papel fundamental no crescimento dos miomas. Os miomas contêm mais recetores de estrogénio e progesterona do que o tecido uterino circundante e, por isso, reagem a estas hormonas de forma mais intensa. Isto explica por que razão os miomas crescem mais frequentemente durante a idade reprodutiva, quando os níveis de ambas as hormonas são mais elevados, e por que razão após a menopausa frequentemente diminuem de tamanho ou deixam de crescer. Para além dos fatores hormonais, as predisposições genéticas também contribuem para o aparecimento dos miomas. Se a mãe ou irmã tiveram miomas, o risco aumenta duas a três vezes. A origem étnica também desempenha um papel – estudos publicados na revista científica American Journal of Obstetrics and Gynecology confirmam repetidamente que as mulheres de ascendência africana têm miomas com mais frequência, em idade mais jovem e com sintomas mais pronunciados.

Existem, porém, outros fatores que podem influenciar o aparecimento e o crescimento dos miomas. Entre eles estão o excesso de peso e a obesidade, uma vez que o tecido adiposo produz estrogénio, bem como a carência de vitamina D, uma alimentação rica em carne vermelha e álcool, ou, pelo contrário, um baixo consumo de frutas e legumes. Algumas investigações sugerem que o stress crónico e a falta de exercício físico também podem contribuir para o surgimento dos miomas, embora os mecanismos exatos ainda não estejam totalmente esclarecidos. É precisamente por isso que o cuidado com a saúde geral e um estilo de vida equilibrado constituem um dos pilares da prevenção, ainda que, naturalmente, não possam garantir que os miomas nunca apareçam.


Experimente os nossos produtos naturais

Como reconhecer os miomas e que problemas podem causar

Os sintomas dos miomas dependem do seu tamanho, número e localização no útero. Os médicos distinguem três tipos básicos: miomas submucosos, que crescem em direção à cavidade uterina, miomas intramurais, situados diretamente na musculatura da parede uterina, e miomas subserosos, que se projetam em direção à cavidade abdominal. Os miomas submucosos, embora tendam a ser mais pequenos, frequentemente causam os sintomas mais evidentes, porque afetam diretamente o revestimento do útero.

O sintoma mais comum é o sangramento menstrual intenso e prolongado. As mulheres descrevem que precisam de mudar pensos ou tampões a cada hora, que o sangramento dura mais de sete dias ou que aparecem grandes coágulos de sangue na menstruação. Um sangramento tão intenso pode, com o tempo, levar a anemia por carência de ferro, que se manifesta por fadiga, palidez, falta de ar e uma diminuição geral do rendimento. E é precisamente a fadiga crónica que, paradoxalmente, acaba por levar a mulher ao médico – e não o próprio sangramento, ao qual se foi gradualmente "habituando".

Outra manifestação frequente é a pressão ou dor no baixo ventre e na pélvis. Miomas maiores podem pressionar os órgãos vizinhos – a bexiga, o que leva a uma necessidade frequente de urinar, ou o intestino, o que pode causar obstipação. Algumas mulheres sentem dor durante as relações sexuais, outras notam que o perímetro da cintura aumenta sem que tenham ganho peso. Não é raro que uma mulher com um mioma grande pareça estar com vários meses de gravidez.

Imaginemos, por exemplo, a dona Jana, uma professora de quarenta anos que durante anos sofreu com menstruações dolorosas e abundantes. Dizia a si mesma que aquilo era simplesmente o seu normal. Mas quando a fadiga constante começou a incomodá-la e as colegas repararam na sua palidez, decidiu fazer exames. A ecografia revelou vários miomas, dos quais o maior tinha seis centímetros de diâmetro. Só nesse momento percebeu que aquilo que considerava o "seu normal" não era, na realidade, normal. Histórias como a da Jana são extremamente comuns e mostram como é importante ouvir o nosso corpo e não subestimar sintomas que, de forma insidiosa, se vão tornando parte da rotina diária.

Os miomas também podem complicar o planeamento de uma gravidez. Os miomas submucosos podem impedir a implantação do embrião ou aumentar o risco de aborto espontâneo. Miomas maiores podem deformar a cavidade uterina e assim dificultar o curso da gravidez. Isto, porém, não significa que uma mulher com miomas não possa engravidar – depende da situação concreta e é sempre aconselhável consultar um ginecologista ou, eventualmente, um especialista em reprodução.

O diagnóstico dos miomas é, felizmente, relativamente simples. O exame básico é a ecografia transvaginal, que consegue visualizar os miomas de forma fiável e determinar o seu tamanho e posição. Em alguns casos, o médico pode recomendar uma ressonância magnética (RM), que fornece uma imagem mais detalhada, especialmente antes de uma intervenção cirúrgica planeada. É importante saber que a simples presença de miomas não significa que seja necessário intervir imediatamente.

Quando e como tratar os miomas

A decisão sobre o tratamento depende de vários fatores: da gravidade dos sintomas, do tamanho e crescimento dos miomas, da idade da mulher e dos seus planos reprodutivos. Como diz a conhecida regra da prática ginecológica: "Tratamos os sintomas, não o achado ecográfico." Se o mioma não causa qualquer desconforto e não está a crescer, basta vigiá-lo regularmente – habitualmente através de um controlo ecográfico uma a duas vezes por ano.

Quando, porém, os sintomas começam a afetar a qualidade de vida, entram em cena várias opções terapêuticas. O tratamento medicamentoso inclui preparados hormonais que podem reduzir o tamanho dos miomas ou aliviar o sangramento. Entre eles estão os análogos da gonadoliberina (agonistas da GnRH), que induzem temporariamente um estado semelhante à menopausa, reduzindo assim os níveis de estrogénio e progesterona. Os tratamentos mais recentes incluem moduladores seletivos dos recetores de progesterona, como o acetato de ulipristal, que pode reduzir os miomas sem os efeitos secundários típicos dos agonistas da GnRH. O dispositivo intrauterino hormonal com levonorgestrel, por sua vez, reduz eficazmente o sangramento menstrual, embora não diminua diretamente o tamanho dos miomas.

Para as mulheres que desejam preservar o útero e planeiam engravidar, pode ser indicada a miomectomia – a remoção cirúrgica dos próprios miomas com preservação do útero. A intervenção pode ser realizada por laparoscopia, histeroscopia ou cirurgia aberta clássica, dependendo do tamanho e da localização dos miomas. A miomectomia apresenta resultados muito bons, mas é preciso contar com a possibilidade de os miomas regressarem – segundo alguns estudos, isso acontece em até 30 % das pacientes num período de cinco anos.

Entre os métodos modernos minimamente invasivos encontra-se a embolização das artérias uterinas, na qual um radiologista de intervenção bloqueia os vasos que irrigam os miomas, provocando a sua redução. Este método é adequado para mulheres que não desejam submeter-se a uma cirurgia, mas não é recomendado para mulheres que planeiam engravidar, uma vez que o seu impacto na fertilidade não é totalmente claro. Outra opção é o ultrassom focalizado guiado por ressonância magnética (MRgFUS), que destrói o tecido do mioma pelo calor sem qualquer incisão.

Nos casos em que os miomas são muito grandes, múltiplos ou causam sintomas graves e a mulher já não planeia engravidar, o médico pode recomendar a histerectomia – a remoção total do útero. Embora se trate de uma solução definitiva, que elimina qualquer risco de recorrência dos miomas, é, naturalmente, um passo importante que merece uma ponderação cuidadosa e uma conversa aberta com o médico sobre todas as alternativas.

Como observou o professor Jacques Donnez, um dos principais especialistas mundiais em miomas uterinos: "O tratamento dos miomas deve ser sempre individualizado – não existe uma solução universal que sirva a todas as mulheres." E é precisamente esta individualização que é fundamental. Cada mulher tem sintomas diferentes, circunstâncias de vida diferentes e prioridades diferentes, pelo que o plano de tratamento deve basear-se sempre num diálogo aberto entre a paciente e o seu médico.

Para além do tratamento convencional, cada vez mais mulheres se interessam por saber como podem influenciar a sua condição através de mudanças no estilo de vida. As investigações sugerem que o exercício físico regular, a manutenção de um peso saudável, uma ingestão adequada de vitamina D e uma alimentação rica em frutas, legumes e cereais integrais podem ajudar a abrandar o crescimento dos miomas. Pelo contrário, o consumo excessivo de carne vermelha, álcool e alimentos processados pode favorecer o crescimento dos miomas. Não se trata de um remédio milagroso, mas de um complemento sensato que pode contribuir para o bem-estar geral e uma melhor gestão dos sintomas.

O bem-estar psicológico também desempenha um papel importante. A dor crónica, o sangramento intenso e a fadiga podem levar a ansiedade, depressão e sentimentos de isolamento. As mulheres não devem hesitar em procurar apoio psicológico ou juntar-se a grupos de apoio, onde podem partilhar as suas experiências com outras mulheres em situação semelhante. A comunicação aberta com o parceiro, a família e os amigos também ajuda a reduzir a carga emocional associada a esta doença.

Para concluir, é necessário sublinhar um aspeto fundamental: as consultas ginecológicas regulares são a melhor prevenção de complicações associadas aos miomas. A deteção precoce permite acompanhar a evolução e intervir no momento certo, ou seja, antes que os miomas causem problemas graves. Nenhuma mulher deve considerar o sangramento intenso, a fadiga crónica ou a pressão no baixo ventre como algo com que simplesmente tem de se conformar. A medicina moderna oferece toda uma gama de soluções eficazes – basta conhecê-las e não ter receio de perguntar sobre elas.

Partilhar isto
Categoria Pesquisar Cesto