facebook
🐣 Desconto de Páscoa agora mesmo! | Com o código EASTER, recebe 5% de desconto em toda a compra. | CÓDIGO: EASTER 📋
As encomendas feitas antes das 12:00 são despachadas imediatamente | Envio gratuito para compras acima de 80 EUR | Trocas e devoluções gratuitas dentro de 90 dias

Livre-se dos microplásticos nos cosméticos graças a alternativas naturais que funcionam igualmente b

Todos os dias aplicamos na pele, no cabelo ou no corpo dezenas de produtos cosméticos. Géis de duche, esfoliantes, pastas de dentes, bases de maquilhagem, cremes com filtro UV – a lista é praticamente interminável. Porém, poucos se questionam sobre o que exatamente se esconde nestes produtos. E é precisamente aqui que entram em cena os microplásticos – pequenas partículas de polímeros sintéticos que, nos últimos anos, se tornaram um dos temas ambientais mais debatidos. Embora sejam quase invisíveis a olho nu, o seu impacto no meio ambiente e na saúde humana não pode, de todo, ser ignorado.

O conceito de microplásticos ecoa hoje nos meios de comunicação, na boca dos cientistas e nas campanhas de organizações ecológicas. Mas o que é que realmente queremos dizer com isso? E por que razão nos devemos preocupar se fazem parte da nossa cosmética diária? As respostas não são tão simples como poderia parecer, porque o problema dos microplásticos vai muito além das prateleiras da casa de banho.


Experimente os nossos produtos naturais

O que são microplásticos e por que aparecem na cosmética

Os microplásticos são partículas de polímeros sintéticos com menos de cinco milímetros. Podem ter a forma de pequenas esferas, fibras, fragmentos ou até substâncias poliméricas em gel e líquidas. A ciência divide-os em duas categorias fundamentais – primários e secundários. Os microplásticos primários são deliberadamente fabricados em dimensões reduzidas para fins industriais específicos, enquanto os secundários resultam da degradação de objetos plásticos maiores pela ação da radiação solar, do desgaste mecânico ou da degradação química. Na cosmética, deparamo-nos predominantemente com os primários, ou seja, os intencionalmente adicionados.

A razão pela qual os microplásticos surgiram nos produtos cosméticos é puramente prática. Os fabricantes descobriram que as pequenas esferas de polietileno funcionam como excelentes partículas abrasivas em produtos esfoliantes – removem suavemente as células mortas da pele e deixam uma superfície lisa. Em comparação com alternativas naturais, como cascas de nozes moídas ou sal marinho, as micropartículas plásticas são mais baratas, uniformes em tamanho e menos irritantes para a pele. Para além dos esfoliantes, os microplásticos são também utilizados como agentes filmogéneos em maquilhagem, espessantes em cremes, estabilizadores de emulsões ou veículos de ingredientes ativos. Em termos simples, os polímeros plásticos desempenham na cosmética toda uma série de funções tecnológicas que os tornam uma matéria-prima muito atrativa para os fabricantes.

Entre os polímeros sintéticos mais frequentemente utilizados na cosmética encontram-se o polietileno (PE), o polipropileno (PP), o polimetilmetacrilato (PMMA), o nylon e o politetrafluoretileno (PTFE). Alguns deles apresentam-se em forma particulada sólida, outros são solúveis ou formam géis. É precisamente esta diversidade de formas que complica a regulação e a consciencialização do consumidor, pois nem todo o "plástico" na cosmética se assemelha à típica microesfera que a maioria das pessoas imagina.

Uma perspetiva interessante sobre a dimensão do problema é oferecida pelo estudo da Agência Europeia dos Produtos Químicos ECHA, segundo o qual a cosmética e os produtos de cuidado pessoal representam uma das fontes significativas de microplásticos intencionalmente adicionados que, subsequentemente, chegam ao meio ambiente. Estima-se que só na União Europeia sejam libertadas anualmente, a partir de produtos cosméticos, milhares de toneladas de partículas microplásticas, que escoam com a água para o sistema de esgotos e, posteriormente, para rios, lagos e mares.

A história de uma família sueca, divulgada há algum tempo pela organização Plastic Soup Foundation, ilustra quão subtil é este problema. A família decidiu, durante um mês, monitorizar todos os produtos cosméticos utilizados em casa e identificar os que continham microplásticos. O resultado? Mais de metade dos produtos na sua casa de banho – desde o champô infantil, passando pelo gel de duche do pai, até ao creme de mãos da mãe – continha pelo menos uma forma de polímero sintético. E tratava-se de marcas comuns, amplamente disponíveis, que pareciam completamente inofensivas.

A que prestar atenção ao escolher cosméticos

Reconhecer microplásticos na embalagem de um produto cosmético não é fácil, mas também não é impossível. A chave está em saber ler a lista de ingredientes, que costuma ser designada por INCI (International Nomenclature of Cosmetic Ingredients). Esta lista padronizada indica todos os componentes do produto por ordem de concentração. O problema reside no facto de os nomes dos polímeros sintéticos serem, na sua maioria, apresentados em nomenclatura química especializada e nada dizerem ao consumidor comum.

Existem, contudo, algumas orientações úteis. Se na embalagem encontrar termos como polyethylene, polypropylene, polyethylene terephthalate, polymethyl methacrylate, nylon-6, nylon-12 ou abreviaturas como PEG, PPG combinadas com números elevados, há uma grande probabilidade de o produto conter microplásticos ou polímeros sintéticos de alguma forma. Um auxiliar muito útil neste aspeto é a aplicação Beat the Microbead, desenvolvida pela organização Plastic Soup Foundation, que permite digitalizar o código de barras do produto e verificar imediatamente se contém microplásticos. De forma semelhante funciona a base de dados da organização ECHA, onde é possível consultar informações sobre substâncias químicas específicas.

Outra dica prática é prestar atenção às certificações. Produtos com certificados como NATRUE, COSMOS, Ecocert ou BDIH geralmente não permitem a utilização de polímeros sintéticos e constituem, assim, uma escolha mais segura para quem deseja evitar microplásticos na cosmética. Naturalmente, nenhuma certificação é uma garantia a cem por cento, mas representa um padrão significativamente mais elevado do que a cosmética convencional comum.

Merece especial atenção a categoria de produtos onde a presença de microplásticos é mais provável. Trata-se sobretudo de produtos esfoliantes (scrubs para o rosto e corpo), géis de duche com "pérolas esfoliantes", pastas de dentes com efeito branqueador ou de limpeza, maquilhagem e pós compactos, protetores solares e produtos de styling capilar. Nos esfoliantes, a presença de microplásticos é frequentemente visível a olho nu – são aquelas esferas coloridas ou transparentes que flutuam no produto. Nas restantes categorias, a deteção é mais complexa, pois os polímeros podem estar dissolvidos ou em forma de gel.

Como disse uma vez a bióloga e divulgadora científica Dra. Sherri Mason, da Penn State Erie: "Os microplásticos estão em todo o lado – na água que bebemos, no ar que respiramos e nos produtos que aplicamos diariamente na pele. O primeiro passo para a solução é a consciencialização."

E é precisamente a consciencialização que é fundamental. Muitos consumidores nem sequer se apercebem de que o problema existe, até começarem a interessar-se ativamente por ele. No entanto, basta uma mudança relativamente pequena nos hábitos de compra – ler o rótulo, optar por cosmética natural certificada ou utilizar uma das aplicações móveis disponíveis – e a quantidade de microplásticos que diariamente despejamos no esgoto pode diminuir drasticamente.

A questão do impacto dos microplásticos no meio ambiente é, aliás, extraordinariamente grave. Assim que estas pequenas partículas entram no sistema hídrico, são praticamente impossíveis de remover. As estações de tratamento de águas residuais conseguem reter uma parte significativa, mas longe de todas – segundo uma investigação publicada na revista Environmental Science & Technology, uma percentagem não negligenciável de partículas microplásticas passa pelas estações de tratamento e contamina subsequentemente os ecossistemas aquáticos. Na água, funcionam então como "ímanes" para outras substâncias poluentes – à sua superfície ligam-se poluentes orgânicos persistentes, metais pesados e outras substâncias tóxicas. Quando estas partículas contaminadas são ingeridas por plâncton, peixes ou outros organismos aquáticos, as toxinas entram na cadeia alimentar e, em última instância, chegam aos nossos pratos.

O impacto nos ecossistemas marinhos está, aliás, a ser documentado com detalhe crescente. Estudos mostram que encontramos microplásticos nos tratos digestivos de aves marinhas, peixes, crustáceos, moluscos e mamíferos marinhos. Algumas investigações sugerem que os microplásticos podem perturbar as capacidades reprodutivas dos organismos, provocar reações inflamatórias e influenciar o comportamento dos animais. Não se trata, portanto, apenas de um problema estético de praias poluídas – trata-se de uma contaminação sistémica que ameaça a biodiversidade dos oceanos.

E quanto à saúde humana? Neste campo, a ciência encontra-se ainda numa fase relativamente inicial de conhecimento, mas as descobertas até ao momento não são tranquilizadoras. Foram encontrados microplásticos no sangue humano, nos pulmões, na placenta e nos intestinos. Um estudo publicado na revista Environment International em 2022 comprovou pela primeira vez a presença de partículas microplásticas no sangue humano, o que significa que estas partículas podem disseminar-se por todo o corpo. Ainda não é totalmente claro quais as consequências a longo prazo para a saúde, mas os investigadores alertam para riscos potenciais associados a inflamações, stress oxidativo e possível perturbação do sistema endócrino.

Os organismos reguladores começam a reagir a este problema. A União Europeia adotou em outubro de 2023 um regulamento que proíbe progressivamente a adição intencional de microplásticos a toda uma série de produtos, incluindo cosméticos. Os períodos de transição variam consoante o tipo de produto – para cosméticos enxaguáveis com microesferas esfoliantes, a proibição é praticamente imediata; para outras categorias, prevê-se um período de transição de até doze anos. É um passo na direção certa, mas muitos ambientalistas alertam que o ritmo das mudanças é demasiado lento e que a definição de "microplástico" na legislação ainda não abrange todas as formas de polímeros sintéticos utilizados na indústria cosmética.

Para os consumidores que não querem esperar pela legislação e desejam agir já, existe uma série de alternativas práticas. Esfoliantes naturais à base de açúcar, sal, grânulos de caroço de damasco, pó de bambu ou argila oferecem um efeito esfoliante comparável sem qualquer resíduo plástico. Ceras e óleos naturais podem substituir os agentes filmogéneos sintéticos na cosmética decorativa. E diversas marcas, pequenas e grandes, oferecem hoje linhas completas de produtos totalmente livres de microplásticos e polímeros sintéticos – basta olhar um pouco à volta.

Se pensarmos na quantidade de produtos cosméticos que uma pessoa média consome ao longo da vida e multiplicarmos pelo número de habitantes só em Portugal, começam a delinear-se os contornos de um problema que ultrapassa largamente a decisão individual. Cada tubo de pasta de dentes, cada gel de duche, cada esfoliante representa uma gota no oceano – literalmente. E é precisamente por isso que faz sentido prestar atenção ao que compramos, ler a composição nos rótulos e apoiar os fabricantes que optaram pelo caminho da sustentabilidade. Não se trata de perfeição nem de uma mudança radical de estilo de vida de um dia para o outro. Trata-se de uma decisão consciente que, no seu conjunto, pode ter um impacto verdadeiramente decisivo na saúde do planeta e de nós próprios.

Partilhar isto
Categoria Pesquisar Cesto