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Kolik času u obrazovek je pro děti přijatelné a kde už podle vědy začíná problém Quanto tempo de ec

Quando hoje olhamos ao redor de qualquer café, restaurante ou sala de espera de um consultório médico, a imagem é quase sempre a mesma – crianças com os olhos colados ao ecrã de um tablet ou telemóvel. Isto não é necessariamente um sinal de falha parental, como por vezes é apresentado nas redes sociais. É antes um reflexo da época em que vivemos. Os ecrãs estão em todo o lado e tornaram-se uma parte natural do nosso ambiente. A questão, porém, é: quanto tempo de ecrã ainda é aceitável para as crianças e onde é que começa o problema?

O tema das crianças e dos ecrãs gera debates apaixonados entre pais, pediatras e educadores. De um lado estão os defensores de restrições rigorosas, que prefeririam proibir qualquer contacto com ecrãs até à idade escolar. Do outro lado estão aqueles que apontam o potencial educativo das tecnologias e afirmam que demonizar os ecrãs é exagerado. A verdade, como costuma acontecer, está algures no meio – e é precisamente esse caminho intermédio que tentaremos encontrar nas linhas seguintes.


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Comecemos pelo tema mais sensível, que os pais enfrentam praticamente desde o nascimento da criança. A partir de que idade é aceitável oferecer um ecrã a uma criança? A Organização Mundial da Saúde (OMS) nas suas recomendações de 2019 apresenta uma posição bastante clara: crianças até um ano não devem passar nenhum tempo em frente a ecrãs. Para crianças entre um e dois anos aplica-se a mesma recomendação – nenhum tempo sedentário em frente a ecrãs. E para crianças entre dois e quatro anos, o tempo de ecrã não deve ultrapassar uma hora por dia, sendo que menos é sempre melhor. A Academia Americana de Pediatria (AAP) expressa-se de forma semelhante e acrescenta que, para crianças com menos de 18 meses, a única exceção devem ser as videochamadas com familiares, pois trata-se de uma forma interativa de comunicação e não de consumo passivo de conteúdo.

Estes limites podem parecer rigorosos, especialmente para pais que precisam ocasionalmente de um momento de tranquilidade durante o dia para preparar o almoço ou descansar. E é precisamente aqui que esbarramos no abismo entre as recomendações ideais e a vida real. Um inquérito realizado pela organização Common Sense Media em 2021 mostrou que as crianças americanas até oito anos passam em frente a ecrãs, em média, quase duas horas e meia por dia – e isto ainda sem contar o tempo passado em frente a ecrãs na escola. Os dados checos não são muito mais otimistas. Segundo investigações do Instituto Nacional de Saúde Mental, o tempo das crianças em frente a ecrãs durante a pandemia de covid-19 aumentou dramaticamente e, em muitas famílias, nunca mais voltou ao nível anterior.

Mas por que razão importa quanto tempo uma criança passa em frente ao ecrã? Não se trata apenas de alarmismo ou moralização. Existe um volume crescente de evidências científicas de que o tempo excessivo de ecrã tem impactos mensuráveis nas crianças. Um estudo publicado na revista JAMA Pediatrics em 2019 demonstrou uma correlação entre maior tempo de ecrã em crianças em idade pré-escolar e menor desenvolvimento das capacidades linguísticas, pior capacidade de nomear objetos e menor preparação para a escola. Outra investigação, desta vez da Universidade de Calgary, constatou que crianças que aos dois anos passavam mais tempo em frente a ecrãs apresentavam aos três anos piores resultados em testes de rastreio do desenvolvimento. E isto sem falar dos impactos no sono – a luz azul dos ecrãs perturba a produção de melatonina e pode causar problemas de adormecimento, que depois afetam em cascata o humor, a concentração e a imunidade da criança.

É importante, porém, distinguir entre os tipos de conteúdo e a forma como a criança utiliza o ecrã. Existe uma diferença fundamental entre uma criança de três anos a assistir passivamente a animações que mudam rapidamente no YouTube e um aluno que aprende interativamente a programar na aplicação Scratch ou que, juntamente com um dos pais, assiste a um documentário sobre a natureza e conversa sobre o que vê. Nem todos os minutos em frente ao ecrã são iguais. A investigadora Heather Kirkorian, da University of Wisconsin, descobriu que o conteúdo interativo, onde a criança reage ativamente – responde a perguntas, toca no ecrã de forma significativa – pode ter um efeito educativo positivo, enquanto a visualização passiva tem um efeito mínimo ou mesmo negativo.

Como definir e limitar o tempo das crianças em frente aos ecrãs

Sejamos honestos – simplesmente dizer a frase "a partir de agora só vais estar uma hora por dia no tablet" geralmente não funciona. Especialmente se a criança estava habituada a acesso ilimitado. Limitar o tempo de ecrã das crianças requer estratégia, paciência e, sobretudo, consistência de ambos os pais, ou de todos os adultos do agregado familiar.

Uma das abordagens mais eficazes é a criação de um chamado "plano mediático da família". A Academia Americana de Pediatria criou inclusive uma ferramenta online para este efeito, onde a família pode definir regras em conjunto. O fundamental é que as regras não sejam percebidas como castigo, mas como parte natural da rotina diária – tal como lavar os dentes ou fazer refeições regulares. As práticas comprovadas incluem vários princípios que podem ser adaptados à idade e às necessidades de cada criança:

  • Definir blocos horários claros em que o ecrã é permitido e mantê-los iguais todos os dias.
  • Criar zonas sem ecrãs – tipicamente a mesa de refeições e o quarto de dormir.
  • Oferecer alternativas antes de a criança pedir o ecrã – jogos de tabuleiro, desenho, construções, atividades ao ar livre.
  • Ver o conteúdo em conjunto e conversar sobre o que a criança vê.
  • Dar o exemplo – se o próprio pai ou mãe passa as noites a fazer scroll no telemóvel, dificilmente pode exigir que a criança se comporte de forma diferente.

O último ponto é talvez o mais importante e, ao mesmo tempo, o mais difícil. As crianças aprendem por imitação e o exemplo parental na relação com a tecnologia é muito mais poderoso do que qualquer regra.

Imaginemos uma situação concreta. A família Novák tem duas crianças – a Eliška, de cinco anos, e o Tomáš, de oito. Durante a pandemia, ambas as crianças habituaram-se a várias horas diárias no tablet. Quando os pais decidiram mudar a situação, não começaram com proibições, mas com uma conversa. Juntos, ao jantar, criaram um "acordo familiar sobre ecrãs" – a Eliška podia ver dois episódios do seu programa favorito por dia (cerca de 40 minutos), o Tomáš teve direito a uma hora para jogar e meia hora para aplicações educativas. Os fins de semana tinham um regime mais flexível, mas com a condição de que primeiro passassem pelo menos uma hora ao ar livre. As duas primeiras semanas foram difíceis, cheias de protestos e negociações. Ao fim de um mês, porém, o novo regime tornou-se a norma. A Eliška começou a desenhar mais, o Tomáš voltou a construir com Lego. Nenhuma revolução, nenhum milagre – apenas consistência e a disposição dos pais para oferecer alternativas.

Isto leva-nos à questão que muitos pais com uma abordagem idealista se colocam: é realista limitar os ecrãs por completo? A resposta curta é – na sociedade atual, praticamente não. E não só isso – a exclusão total das tecnologias pode até ser contraproducente. Crianças que não têm qualquer experiência com ferramentas digitais podem estar em desvantagem ao entrar na escola, onde tablets e computadores são utilizados regularmente. Podem também sentir-se socialmente excluídas se todos os colegas falam de programas ou jogos que elas desconhecem. Como observou a professora de psicologia Yalda Uhls, da UCLA: "O objetivo não é eliminar a tecnologia, mas ensinar as crianças a utilizá-la com sabedoria – tal como lhes ensinamos a comer de forma saudável, e não a deixar de comer por completo."

Além disso, existem situações em que os ecrãs são legitimamente úteis ou até necessários. Videochamadas com avós que vivem longe, programas educativos para crianças com necessidades específicas de aprendizagem, audiolivros e podcasts para crianças que desenvolvem o vocabulário e a imaginação – tudo isto são exemplos de utilização significativa da tecnologia. O problema nunca esteve na existência dos ecrãs em si, mas em como, quanto e que conteúdo as crianças consomem.

O que diz a ciência sobre os impactos a longo prazo

A investigação nesta área é ainda relativamente jovem e está em evolução. Alguns estudos mais antigos, que alertavam para impactos catastróficos de qualquer tempo de ecrã, foram posteriormente criticados por deficiências metodológicas – por exemplo, por não terem em conta fatores socioeconómicos ou o tipo de conteúdo consumido. Um estudo abrangente da Universidade de Oxford de 2019, liderado pelo professor Andrew Przybylski, concluiu que o uso moderado de ecrãs (aproximadamente uma a duas horas por dia) não teve qualquer impacto negativo no bem-estar psicológico das crianças em idade escolar. Os problemas começaram a surgir apenas com tempos significativamente mais elevados – aproximadamente a partir de quatro ou mais horas por dia.

Isto não significa que devamos ignorar as recomendações da OMS ou da AAP – estas são formuladas de forma conservadora propositadamente, porque na área do desenvolvimento infantil é melhor ser mais cauteloso. Significa, porém, que ultrapassar ocasionalmente o limite recomendado não é motivo para pânico. Um dia chuvoso de fim de semana em que as crianças passam mais uma hora a ver desenhos animados não vai causar uma catástrofe no desenvolvimento. O que importa é o padrão geral, não os dias individuais.

Vale também a pena mencionar que o debate sobre crianças e ecrãs não é historicamente novo. Preocupações semelhantes acompanharam o surgimento da rádio nos anos 20 do século passado, da televisão nos anos 50, dos videojogos nos anos 80. Cada geração teve o seu "bicho-papão" que supostamente ia destruir a infância. Isto não significa que as preocupações atuais sejam infundadas – as tecnologias digitais são, sem dúvida, mais viciantes e omnipresentes do que qualquer coisa anterior. Mas o contexto histórico lembra-nos que a chave sempre foi o equilíbrio e uma abordagem consciente, e não o pânico.

Se deste texto levar consigo apenas uma ideia, que seja esta: não se trata de saber se as crianças vão usar ecrãs, mas de como lhes ensinaremos a lidar com eles. Estabelecer limites razoáveis adequados à idade, acompanhar a qualidade do conteúdo, passar tempo em frente aos ecrãs em conjunto e, sobretudo – oferecer um mundo rico de experiências offline que seja naturalmente mais atrativo do que qualquer ecrã. Crianças que têm acesso a atividades ao ar livre, a atividades criativas, à atenção dos seus pais e à brincadeira livre, geralmente não se interessam tanto pelos ecrãs. Não porque lhes sejam proibidos, mas porque têm algo melhor para fazer.

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