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Todas as noites partilhamos a cama com milhões de companheiros de quarto invisíveis. Parece a introdução de um filme de terror, mas a realidade é muito mais banal – e precisamente por isso, mais traiçoeira. Os ácaros, concretamente o ácaro doméstico (Dermatophagoides pteronyssinus), estão entre os alergénios mais comuns nas habitações de todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, centenas de milhões de pessoas no planeta sofrem de rinite alérgica associada, entre outros fatores, aos ácaros, e os números continuam a crescer. No entanto, bastam mudanças relativamente simples nos cuidados com o quarto, na escolha dos materiais e na limpeza regular para que o seu número diminua significativamente. Como lidar com os ácaros na cama, que prevenção funciona realmente e que materiais podem ajudar?

Os ácaros em si não são parasitas – não mordem, não sugam sangue e, à primeira vista, não nos incomodam de forma alguma. O problema reside nos seus excrementos e corpos mortos, que contêm proteínas capazes de provocar uma forte reação alérgica. Uma pessoa que acorda de manhã com o nariz entupido, olhos a coçar ou tosse irritativa pensa frequentemente que apanhou uma constipação. Na realidade, porém, pode estar a reagir a um cocktail invisível de alergénios que paira no ar do quarto sempre que ajeita a almofada ou sacode o edredão. Um grama de pó de colchão pode conter até dois mil ácaros e os seus resíduos, sendo que para desencadear uma reação alérgica bastam apenas dez microgramas de alergénios por grama de pó. Esta é uma quantidade que uma cama comum, sem qualquer proteção, ultrapassa facilmente após apenas alguns meses de utilização.


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Por que é a cama um paraíso para os ácaros

Para compreendermos como nos livrar eficazmente dos ácaros, precisamos primeiro de saber o que os atrai. Os ácaros necessitam de três coisas básicas para viver: calor, humidade e alimento sob a forma de células mortas da pele. O corpo humano liberta durante o sono, em média, meio litro de suor por noite e perdemos diariamente cerca de 1,5 gramas de células cutâneas – para os ácaros, isto é uma mesa perfeitamente posta. Os colchões, almofadas e edredões criam um microclima quente e húmido, no qual os ácaros conseguem reproduzir-se a uma velocidade incrível. A fêmea põe durante a sua vida, que dura aproximadamente dois a três meses, dezenas de ovos, pelo que a população num único colchão pode crescer até números astronómicos sem que ninguém se aperceba.

Curiosamente, os ácaros não gostam de luz solar direta nem de baixa humidade. É precisamente por isso que proliferam mais nos quartos, que costumam ser menos ventilados do que as salas de estar, e nas camas que durante o dia permanecem feitas debaixo do edredão, mantendo assim a humidade ideal. O alergologista checo MUDr. Václav Špičák, presidente de longa data da Iniciativa Checa para a Asma, alertou repetidamente para o facto de que é precisamente o quarto o local onde se decide a qualidade de vida do alérgico. E não se trata apenas de alérgicos diagnosticados – mesmo pessoas sem queixas anteriores podem, após anos de exposição a concentrações elevadas de alergénios de ácaros, desenvolver hipersensibilidade.

Um exemplo prático do quotidiano ilustra isto melhor do que qualquer estatística. Imagine uma família que se muda para um apartamento novo com carpetes e mobiliário antigo. As crianças começam a tossir durante a noite, a esposa queixa-se de uma constipação permanente. Uma visita ao médico revela alergia aos ácaros. Segue-se a substituição das carpetes por pavimento liso, a aquisição de roupa de cama antialérgica e uma ventilação mais rigorosa – e em poucas semanas os sintomas diminuem significativamente. Nada de milagroso, nenhum medicamento caro a mais, apenas a compreensão de como o ambiente doméstico influencia a saúde.

A prevenção dos ácaros na cama não é uma questão de uma grande limpeza pontual, mas sim de uma abordagem contínua que, com o tempo, se torna parte natural da rotina doméstica. O primeiro e mais importante passo é a ventilação. O quarto deve ser ventilado no mínimo duas vezes por dia, idealmente de manhã ao acordar e à noite antes de dormir, mesmo nos meses de inverno. O ar frio e seco é desagradável para os ácaros, enquanto um espaço abafado e húmido é um convite à sua reprodução. Depois de acordar, é bom deixar a cama desfeita durante algum tempo – sim, não fazer a cama logo de manhã é, paradoxalmente, mais higiénico, pois permite que a humidade do colchão e da roupa de cama se evapore. Basta esperar trinta minutos a uma hora antes de fazer a cama.

A temperatura no quarto idealmente não deve ultrapassar os 18 a 20 graus Celsius. Temperaturas mais elevadas, combinadas com humidade acima de 50 por cento, criam condições nas quais os ácaros se sentem como peixe na água. Quem quiser ser rigoroso pode adquirir um simples higrómetro – custa poucos euros e fornece informações valiosas sobre como o microclima do quarto varia ao longo do ano. No inverno, quando se aquece intensamente e se ventila menos, a humidade é frequentemente surpreendentemente elevada, especialmente em apartamentos de construção em painel.

No que diz respeito à própria limpeza, a chave é a regularidade e a técnica correta. A roupa de cama deve ser lavada no mínimo uma vez a cada uma a duas semanas a uma temperatura de pelo menos 60 graus Celsius. A temperaturas mais baixas, os ácaros sobrevivem – só a partir dos sessenta graus são eliminados de forma fiável. Isto aplica-se não só às fronhas e capas de edredão, mas também aos lençóis, colchas e almofadas decorativas que estão sobre a cama. As almofadas e edredões propriamente ditos devem ser lavados ou limpos no mínimo duas vezes por ano, ou com mais frequência se o material o permitir. O colchão, que obviamente não colocamos na máquina de lavar, deve ser aspirado uma vez por mês com um aspirador com filtro HEPA e, uma vez por estação, exposto à luz solar direta, se possível.

Aspirar é, aliás, mais importante do que a maioria das pessoas pensa, mas atenção – um aspirador comum sem filtro de qualidade pode até piorar a situação, pois sopra as pequenas partículas de alergénios de volta para o ar. O filtro HEPA retém até 99,97 por cento das partículas com 0,3 micrómetros de tamanho, o que é suficiente mesmo para os alergénios dos ácaros. Deve aspirar-se não só o chão do quarto, mas também o colchão, o mobiliário estofado e, eventualmente, as cortinas.

Materiais que ajudam no combate aos ácaros

A escolha dos materiais certos para a cama e o quarto pode fazer uma diferença enorme na prevenção dos ácaros. E é precisamente aqui que se demonstra que uma abordagem ecológica e saudável à casa caminha lado a lado com uma proteção eficaz contra os alergénios.

Em primeiro lugar estão as capas antialérgicas para colchões e almofadas. Estas capas especiais têm um tecido tão densamente entrelaçado que os ácaros não conseguem penetrá-lo – funcionam como uma barreira entre nós e a colónia de ácaros que vive no colchão. Uma capa antialérgica de qualidade deve ter um tamanho de poros inferior a seis micrómetros. É importante escolher capas que sejam simultaneamente respiráveis, para que não se acumule humidade debaixo delas, o que seria contraproducente.

No que diz respeito aos materiais da própria roupa de cama, as fibras naturais têm, de um modo geral, melhores propriedades do que os sintéticos, embora isso possa parecer surpreendente. O algodão, especialmente o algodão orgânico, é respirável, gere bem a humidade e suporta lavagens repetidas a altas temperaturas. A roupa de cama de linho é ainda melhor – o linho tem propriedades naturalmente antibacterianas e antiestáticas, atrai menos pó e seca mais rapidamente, reduzindo assim a humidade de que os ácaros necessitam. Como observou o dermatologista americano Dr. Joshua Zeichner para a revista Allure: "Aquilo em que dormimos afeta a nossa pele tanto como aquilo que lhe aplicamos." E o mesmo se aplica às vias respiratórias.

Uma alternativa interessante são os materiais com mistura de fibra de bambu ou lyocell (conhecido pelo nome comercial Tencel). O bambu tem propriedades antimicrobianas naturais e regula excelentemente a humidade – segundo estudos, absorve até 40 por cento mais humidade do que o algodão e, ao mesmo tempo, seca mais rapidamente. O Tencel, produzido a partir de pasta de celulose de eucalipto, oferece vantagens semelhantes e, além disso, é fabricado num ciclo de produção fechado, o que faz dele uma das matérias-primas têxteis mais ecológicas da atualidade.

Pelo contrário, os materiais que é melhor evitar incluem as penas e a lã natural em estado descoberto. Embora sejam excelentes materiais isolantes, as almofadas e edredões de penas sem capa antialérgica proporcionam aos ácaros um refúgio ideal. Se não consegue prescindir do edredão de penas, a solução é precisamente a combinação com uma capa barreira de qualidade e lavagem regular. Além disso, os produtos de penas modernos passam frequentemente por um tratamento especial que reduz o seu potencial alergénico.

Vale a pena mencionar também os próprios colchões. Os colchões mais antigos, especialmente os de molas com revestimento têxtil, podem conter, após anos de utilização, uma enorme quantidade de ácaros e dos seus resíduos. Os colchões de látex, sobretudo os de látex natural, são naturalmente mais resistentes aos ácaros graças à sua estrutura e às propriedades antimicrobianas do leite de látex. Da mesma forma, os colchões de espuma fria de qualidade com capa lavável oferecem menos oportunidades para os ácaros do que os modelos tradicionais de molas. A substituição de um colchão antigo após oito a dez anos de utilização não é apenas uma questão de conforto, mas também de higiene – a Fundação Americana para a Asma e Alergia (AAFA) recomenda a renovação regular dos colchões como uma das medidas preventivas básicas.

O pavimento do quarto desempenha igualmente um papel importante. As carpetes são notoriamente conhecidas como refúgio de ácaros – as suas fibras retêm pó, células cutâneas e humidade. Os pavimentos lisos – de madeira, cortiça ou linóleo natural – não só são mais fáceis de manter, como também não proporcionam aos ácaros um ambiente adequado. Se a carpete no quarto é uma necessidade, por exemplo por causa de crianças pequenas, deve ser aspirada no mínimo duas vezes por semana com um aspirador com filtro HEPA e, uma vez a cada seis meses, limpa em profundidade com um limpador a vapor. O vapor a uma temperatura superior a cem graus elimina de forma fiável os ácaros e os seus ovos.

A abordagem global ao combate aos ácaros na cama deve ser abrangente, mas não precisa de ser complicada. Ventilação regular, lavagem da roupa de cama a sessenta graus, investimento em capas antialérgicas e escolha de materiais adequados – estes são os quatro pilares que conseguem reduzir a concentração de alergénios de ácaros na cama em até 90 por cento. Não é preciso gastar uma fortuna em produtos especializados ou aparelhos complexos. Basta compreender o que os ácaros precisam para viver e negar-lhes sistematicamente essas condições.

Para concluir, uma reflexão que merece ser ponderada: passamos cerca de um terço da nossa vida na cama. É uma enorme quantidade de tempo que passamos em contacto próximo com os materiais, o pó e os microrganismos do nosso quarto. Investir em roupa de cama de qualidade, ecológica e inofensiva para a saúde não é um luxo – é uma das coisas mais sensatas que podemos fazer pela nossa saúde. E se, ao mesmo tempo, conseguirmos reduzir ao mínimo o número de companheiros de quarto invisíveis, as manhãs serão consideravelmente mais agradáveis.

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