facebook
Desconto SUMMER agora mesmo! SUMMER Abrir app
As encomendas feitas antes das 12:00 são despachadas imediatamente | Envio gratuito para compras acima de 80 EUR | Trocas e devoluções gratuitas dentro de 90 dias

A dor nas costas está entre os problemas de saúde mais comuns da era moderna. Segundo a Organização Mundial da Saúde, até 80% das pessoas sofrem de dores nas costas ao longo da vida pelo menos uma vez, sendo que grande parte dessas queixas não surge durante a prática desportiva ou trabalho físico intenso, mas em atividades quotidianas completamente comuns. Levantar sacos de compras, tirar um carrinho de bebé da cave ou erguer repetidamente uma criança pequena do chão – são situações que a maioria de nós enfrenta dezenas de vezes por dia, sem pensar no que está a acontecer com a coluna vertebral. E é exatamente essa falta de consciência o maior inimigo de uma coluna saudável.

As pessoas lesionam as costas com mais frequência não por uma sobrecarga pontual, mas por padrões de movimento incorretos mantidos durante longo tempo. A coluna vertebral é uma estrutura extraordinária, capaz de suportar cargas enormes, mas apenas quando solicitada de forma correta e equilibrada. Quando nos curvamos repetidamente de maneira que sobrecarrega os discos intervertebrais ou as cápsulas articulares, instala-se um desgaste progressivo que pode manifestar-se como dor surda, hérnia discal ou mesmo problemas crónicos que limitam a qualidade de vida durante muitos anos.


Experimente os nossos produtos naturais

Por que razão os pais de crianças pequenas são tão vulneráveis

Os pais de bebés e crianças pequenas constituem um dos grupos mais expostos à sobrecarga da coluna lombar. Uma criança pequena pesa em média entre 6 e 12 quilogramas, mas isso por si só não é o problema. O problema é a frequência – os especialistas estimam que quem cuida de uma criança pequena a levanta cinquenta ou mais vezes por dia. Cada uma dessas elevações representa uma pequena carga que se vai acumulando. Se a isso se acrescentar uma técnica incorreta – costas curvadas, pernas esticadas, tronco inclinado para a frente – a pressão sobre os discos intervertebrais na região lombar multiplica-se várias vezes em relação ao valor fisiológico.

Tomemos um exemplo da vida real: a jovem mãe Petra, que após regressar da licença de maternidade começou a sentir dor crónica na zona lombar. Nunca praticou desporto de forma intensa, nunca sofreu nenhum traumatismo. Mesmo assim, a dor limitava-a de tal forma que não conseguia estar sentada mais de meia hora. O fisioterapeuta que a examinou identificou imediatamente a causa – sobrecarga da musculatura lombar e o início de uma hérnia discal L4/L5. A causa não foi nenhum evento dramático, mas meses de levantamento repetido da criança com as costas curvadas, transporte de uma bolsa de fraldas cheia sobre um ombro e permanecer curvada sobre uma mesa de muda baixa. Petra é apenas uma entre milhares que percorreram o mesmo caminho.

Fisioterapeutas e ortopedistas concordam que a medida preventiva mais importante é o movimento consciente. Isso não significa pensar em cada passo, mas aprender padrões de movimento corretos de modo a que se tornem automáticos. É um princípio semelhante ao de aprender a andar de bicicleta – no início é preciso pensar em cada movimento, mas gradualmente os hábitos corretos tornam-se uma parte natural do repertório motor.

A regra fundamental ao levantar qualquer coisa mais pesada – seja uma criança, um saco de compras ou uma caixa – é dobrar os joelhos, não as costas. Parece simples, mas na prática exige um esforço consciente, porque o reflexo natural da maioria das pessoas é inclinar-se a partir das ancas. O procedimento correto consiste em aproximar-se o mais possível do objeto ou da pessoa a levantar, baixar o centro de gravidade através de um agachamento ou meio agachamento, e só então levantar com as costas direitas e o centro do corpo ativado. Especialistas em biomecânica do movimento, como os do American Council on Exercise, sublinham que a ativação do sistema estabilizador profundo da coluna vertebral – ou seja, os músculos que mantêm a coluna em posição neutra – é um passo fundamental que a maioria das pessoas omite completamente ao levantar objetos.

O que significa isso na prática? Imediatamente antes de levantar, é aconselhável expirar ligeiramente e contrair os músculos abdominais, como se estivéssemos à espera de um golpe no abdómen. Este movimento simples ativa os músculos profundos do tronco e cria um "espartilho muscular" natural que protege a coluna. Não é necessário que seja visível ou executado de forma dramática – trata-se de uma ativação subtil, mas eficaz.

Acessórios ergonómicos para proteção das costas ao cuidar de uma criança – porta-bebé, calçado, almofada de amamentação e acessórios de exercício

Como levantar corretamente passo a passo e cuidar das costas no dia a dia

Ao levantar uma criança, é também importante ter em conta onde ela está deitada ou sentada naquele momento. Levantar de um berço fundo ou do chão com as pernas esticadas está entre os movimentos mais arriscados que existem. Sempre que possível, é aconselhável primeiro aproximar a criança da borda do berço ou sentá-la, e só depois levantá-la. Para as mesas de muda, existe uma recomendação rigorosa: a altura da mesa deve ser ajustada de modo a que quem cuida da criança possa trabalhar com as costas direitas – aproximadamente à altura dos cotovelos. Uma mesa de muda ajustada demasiado baixo obriga a pessoa a curvar-se durante todo o processo, o que é extremamente prejudicial para a coluna lombar.

Os sacos de compras e o transporte diário de objetos pesados constituem outro capítulo. A sociedade moderna habituou-nos a transportar sacos sobre um ombro ou numa só mão, o que provoca uma sobrecarga assimétrica da coluna vertebral. A distribuição equilibrada da carga é, por sua vez, uma das medidas mais simples e eficazes. Sempre que possível, é sempre preferível dividir as compras em dois sacos de peso igual, um em cada mão, do que carregar tudo num só. Uma opção ainda melhor é utilizar uma mochila ou saco de compras ergonómico transportado nas costas, que distribui a carga de forma equilibrada por toda a coluna e deixa as mãos livres.

Como alerta o fisioterapeuta e divulgador do movimento saudável Pavel Kolář nas suas publicações sobre estabilização neuromuscular dinâmica, a coluna vertebral não é uma estrutura estática – foi concebida para o movimento, e não para permanecer numa posição durante longos períodos. Isso aplica-se também ao transporte de sacos: alternar regularmente a mão com que se carrega o saco, ou fazer pequenas pausas durante caminhadas mais longas, pode reduzir significativamente a sobrecarga unilateral.

O fortalecimento do core – a região do abdómen, das costas e dos glúteos – desempenha também um papel fundamental. Um core forte funciona como um espartilho natural que mantém a coluna vertebral na posição correta mesmo sob carga súbita. Não é necessário passar horas no ginásio – bastam exercícios regulares como a prancha, o glute bridge ou o birddog, que podem ser realizados em casa sem qualquer equipamento. A Sociedade Checa de Ortopedia e Traumatologia e muitos fisioterapeutas recomendam dedicar pelo menos 15 minutos por dia a estes exercícios, sendo que os resultados se fazem sentir ao fim de apenas algumas semanas de treino regular.

A escolha do calçado também não deve ser negligenciada. Os saltos altos ou, pelo contrário, os sapatos completamente planos sem amortecimento alteram a biomecânica de todo o aparelho locomotor e transmitem impactos aumentados à coluna vertebral. Ao transportar uma criança ou objetos pesados, é aconselhável optar por calçado com um salto ligeiro e uma boa camada de amortecimento, que absorva parte do impacto a cada passo. O mesmo se aplica às palmilhas ergonómicas, que podem melhorar significativamente a distribuição da pressão na planta do pé e, assim, proteger indiretamente toda a coluna vertebral.

Um aspeto importante, mas frequentemente negligenciado, é a postura correta ao sentar e a posição do corpo durante a amamentação ou alimentação da criança. As jovens mães passam nos primeiros meses após o parto uma enorme quantidade de tempo sentadas com a criança ao colo, adotando tipicamente uma posição com a cabeça inclinada para a frente e as costas curvadas. Esta posição sobrecarrega a coluna cervical e dorsal e pode provocar o chamado "text neck" – síndrome de sobrecarga do pescoço, que nos últimos anos se tem generalizado para além do contexto da utilização de telemóveis. A solução passa por uma posição conscientemente ajustada: apoiar as costas numa encosto firme, utilizar uma almofada de amamentação que eleve a criança à altura correta, e alongar regularmente o pescoço e os ombros.

No que diz respeito aos acessórios ergonómicos, o mercado oferece hoje uma vasta gama de produtos concebidos para minimizar a sobrecarga da coluna vertebral nas atividades quotidianas. Os porta-bebés ergonómicos – seja na forma de slings ou porta-bebés estruturados – são concebidos para transferir o peso da criança para as ancas do progenitor, aliviando assim a coluna lombar. A chave está no ajuste correto do porta-bebé: a criança deve estar sentada na posição "M", com os joelhos mais altos do que as nádegas, e o porta-bebé deve estar suficientemente apertado para que a criança fique alta e próxima do corpo do progenitor. Uma criança que pende livremente no porta-bebé sobrecarrega as costas do progenitor mais do que o transporte ao colo.

Para o transporte de compras e objetos do dia a dia, ganham cada vez mais popularidade as malas e mochilas ergonómicas com alças anatomicamente moldadas, acolchoamento na zona lombar e possibilidade de ajuste do comprimento das alças. Estes produtos não são apenas uma tendência da moda – o seu design baseia-se nos princípios da biomecânica e contribui genuinamente para reduzir a sobrecarga unilateral da coluna vertebral. Ao escolher uma mochila, é aconselhável procurar modelos com cintas peitoral e lombar, que fixam a mochila ao corpo e impedem que oscile durante a caminhada.

As dores nas costas não têm de ser uma companheira inevitável da parentalidade nem de uma vida quotidiana agitada. Basta prestar atenção aos pequenos detalhes – como nos curvamos, como transportamos, como nos sentamos, como dormimos. Como diz o provérbio: "Mais vale prevenir do que remediar." No caso das costas, isso é duplamente verdade, porque o tratamento de problemas crónicos da coluna vertebral é demorado, dispendioso e nunca totalmente garantido. Por outro lado, os hábitos de movimento corretos, uma vez adquiridos e automatizados, servem para toda a vida e não requerem qualquer equipamento especial nem tempo adicional. As costas são a base do movimento – e o movimento é a base de uma vida com qualidade.

Partilhar
Categoria Pesquisar Carrinho