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Infecções por fungos: o que comemos, o que vestimos e como cuidamos do nosso corpo
As infecções por fungos estão entre aqueles problemas de saúde desagradáveis sobre os quais pouco se fala, embora a grande maioria das mulheres as experiencie ao longo da vida – e uma percentagem considerável dos homens também. São causadas pela proliferação excessiva do fungo Candida albicans, que é uma parte natural da microflora do corpo humano, mas que em determinadas condições escapa ao controlo. E são precisamente essas condições que são a chave de tudo: as infecções por fungos estão longe de se relacionar apenas com a higiene ou o acaso – os seus gatilhos escondem-se nos hábitos quotidianos, desde o que comemos, passando pelo que vestimos, até à forma como cuidamos do nosso corpo.
A Organização Mundial de Saúde e vários dermatologistas alertam que a candidíase – o nome técnico para a infecção por fungos – é fortemente condicionada pelo estilo de vida. Esta é uma mensagem que pode parecer preocupante à primeira vista, mas que na realidade é libertadora: se a infecção é em grande medida causada pelo estilo de vida, então pode ser prevenida da mesma forma.
Experimente os nossos produtos naturais
O que temos no prato e por que isso importa
Poucas pessoas, ao tomarem o pequeno-almoço com um pão branco e compota, se apercebem de que precisamente esse tipo de refeição pode contribuir para o desenvolvimento de uma infecção por fungos. Os fungos alimentam-se de açúcares – e isso é literalmente verdade. Os açúcares refinados, a farinha branca, as bebidas açucaradas e o álcool criam no intestino um ambiente que favorece diretamente a proliferação da cândida. O microbioma intestinal desempenha um papel fundamental na capacidade do organismo de manter os fungos sob controlo, e uma dieta rica em hidratos de carbono simples perturba este equilíbrio.
Investigações publicadas na revista científica Nutrients sugerem que o consumo crónico de açúcar e alimentos processados é um dos principais factores que contribuem para as infecções recorrentes por fungos. Não se trata apenas de candidíase vaginal – o mesmo mecanismo está na origem das infecções por fungos da pele, da cavidade oral ou do intestino.
Por outro lado, existem alimentos que funcionam como aliados naturais. Os alimentos fermentados como o iogurte natural, o kefir, o kimchi ou o chucrute fornecem ao organismo bactérias benéficas – probióticos – que competem naturalmente com a cândida pelo espaço e pelos nutrientes. O alho contém alicina, uma substância com comprovadas propriedades antifúngicas, e o óleo de coco é rico em ácido caprílico, que consegue perturbar as membranas celulares dos fungos. Incluir estes alimentos na dieta não é nenhuma cura milagrosa, mas como parte de uma abordagem global de prevenção, faz todo o sentido.
Um exemplo interessante da vida real: uma mulher que sofria repetidamente de infecções vaginais por fungos e não encontrava alívio duradouro mesmo após tratamentos repetidos, descobriu por fim – após consulta com uma médica especializada em nutrição – que o seu problema eram os copos diários de sumo de fruta e as taças de cereais açucarados ao pequeno-almoço. Depois de mudar para uma dieta com menor teor de açúcar e de incorporar regularmente probióticos, as infecções deixaram de recorrer. Não se trata de uma história excepcional – experiências semelhantes enchem fóruns e consultórios de ginecologistas.
Tão importante como o que comemos é também o que bebemos. A desidratação enfraquece as mucosas e reduz assim a sua defesa natural, enquanto uma ingestão adequada de água pura ajuda a manter um pH saudável nas zonas íntimas e no intestino. O álcool, especialmente os vinhos doces e as cervejas, contribui ainda diretamente para a proliferação da cândida – não só pelo teor de açúcar, mas também porque perturba a microflora intestinal e enfraquece o sistema imunitário.
O vestuário como gatilho de que não se fala
Se perguntássemos a uma pessoa comum o que o vestuário tem a ver com uma infecção por fungos, provavelmente encolheria os ombros. No entanto, trata-se de um dos factores mais subestimados, que desempenha um papel surpreendentemente fundamental. Os fungos adoram calor, humidade e falta de ar – e são precisamente estas condições que uma série de escolhas de moda que consideramos completamente normais criam.
Os materiais sintéticos como o poliéster, o nylon ou o elastano transportam muito mal a humidade. Ao usar roupa interior ou vestuário deste tipo, o suor e a humidade natural acumulam-se nas zonas íntimas e nas dobras da pele, criando um ambiente ideal para a proliferação da cândida. As calças de ganga justas, as leggings ou a roupa modeladora intensificam ainda mais este efeito – limitam a circulação de ar e aumentam a temperatura nas zonas adjacentes do corpo.
Dermatologistas e ginecologistas estão de acordo: a roupa interior de algodão é claramente a escolha preferida em termos de prevenção de infecções por fungos. O algodão é respirável, absorve bem a humidade e não retém calor. Os materiais naturais como o linho ou o bambu funcionam de forma semelhante, tendo ainda uma capacidade antibacteriana natural. No contexto da moda sustentável, esta é aliás uma dupla boa notícia: os materiais naturais são mais saudáveis não só para o planeta, mas também para o nosso corpo.
Como diz o dermatologista e divulgador de estilo de vida saudável Joshua Zeichner: "A pele é o maior órgão do corpo e o que vestimos sobre ela afecta diretamente o seu microbioma e a saúde geral." Este pensamento aplica-se duplamente nas zonas onde a pele entra em contacto com humidade e calor.
Merece também atenção a situação após o desporto. O vestuário desportivo húmido – quer após o treino, quer após nadar – não deve ser usado por mais tempo do que o necessário. Mudar para roupa seca e respirável o mais rapidamente possível após a actividade física é um passo simples, mas eficaz. Da mesma forma, é aconselhável evitar ficar sentado em fato de banho molhado durante longos períodos, pois isso também cria condições favoráveis ao desenvolvimento de infecções por fungos.
A escolha do vestuário torna-se assim parte de uma abordagem consciente da saúde – e neste sentido, o tema das infecções por fungos liga-se naturalmente a uma filosofia mais ampla de estilo de vida sustentável e saudável, que privilegia a qualidade e a naturalidade em detrimento da moda rápida e dos materiais sintéticos.
Higiene: menos pode ser mais
Talvez o mito mais difundido associado às infecções por fungos seja a crença de que são consequência de uma limpeza insuficiente. O contrário é verdade. A higiene excessiva ou inadequada é paradoxalmente um dos principais gatilhos das infecções por fungos, especialmente na zona íntima.
A vagina é um órgão autorregulador com um pH naturalmente ácido que varia entre 3,8 e 4,5, o que protege contra a proliferação de microrganismos nocivos, incluindo a cândida. A utilização de sabonetes agressivos, géis de duche íntimos perfumados, desodorizantes para a zona íntima ou lavagens internas perturbam este pH natural e destroem as bactérias benéficas – especialmente os lactobacilos – que constituem a defesa natural. O resultado é um ambiente onde os fungos podem proliferar sem obstáculos.
Os especialistas do American College of Obstetricians and Gynecologists recomendam há muito tempo lavar as zonas íntimas apenas com água morna ou, no máximo, com um sabonete suave sem perfumes e sem perturbar o pH natural. As lavagens internas – a chamada ducha vaginal – são consideradas prejudiciais para a saúde e a sua utilização regular está associada não só a infecções por fungos, mas também à vaginose bacteriana e a um maior risco de infecções sexualmente transmissíveis.
Igualmente importantes são os hábitos de higiene na utilização de papel higiénico ou de produtos de higiene menstrual. O papel higiénico perfumado, os pensos com superfícies plásticas ou os tampões com fragrância podem irritar as mucosas e perturbar a microflora natural. A transição para alternativas de algodão orgânico não perfumadas – ou para o copo menstrual ou pensos de pano – é um passo que muitas mulheres descrevem como muito benéfico para a saúde geral da zona íntima.
Merece também atenção o uso de antibióticos. Os antibióticos são essenciais no tratamento de infecções bacterianas, mas o seu efeito secundário é a perturbação da microflora intestinal e vaginal – pois matam não só as bactérias nocivas, mas também as benéficas. É por isso que tantas mulheres sofrem de infecções por fungos após um ciclo de antibióticos. Nesse caso, a toma preventiva de probióticos – de preferência contendo Lactobacillus rhamnosus ou Lactobacillus reuteri – pode ser uma estratégia eficaz para apoiar a microflora. Esta abordagem é também apoiada pela investigação publicada na revista FEMS Immunology & Medical Microbiology.
Uma parte integrante dos hábitos de higiene é também o cuidado com as mãos e as unhas, especialmente quando existe transferência de fungos de outras partes do corpo ou do ambiente circundante. A lavagem regular das mãos e as unhas cortadas reduzem o risco de introdução mecânica da cândida na zona íntima.
A imagem global que emerge destes conhecimentos é surpreendentemente consistente: as infecções por fungos não são aleatórias, mas estão intimamente ligadas às decisões quotidianas sobre o que comemos, o que vestimos e como cuidamos do nosso corpo. Isto não significa que baste mudar uma coisa para o problema desaparecer – o corpo é um sistema complexo e as infecções por fungos podem ter múltiplos gatilhos em simultâneo. Mas precisamente porque esses gatilhos são tão concretos e influenciáveis, a prevenção está nas mãos de cada um de nós.
A escolha consciente de alimentos ricos em probióticos, a preferência por materiais naturais e respiráveis no vestuário e uma higiene suave sem produtos químicos agressivos – estes são os três pilares sobre os quais assenta a resistência natural do organismo à proliferação da cândida. E não se trata de mudanças radicais, mas de passos graduais e sustentáveis que se integram naturalmente numa abordagem mais ampla de um estilo de vida saudável e consciente. Talvez seja altura de deixar de ver as infecções por fungos como um acidente desagradável e começar a percebê-las como uma mensagem do corpo – uma mensagem que vale a pena ouvir.