facebook
Desconto SUMMER agora mesmo! SUMMER Abrir app
As encomendas feitas antes das 12:00 são despachadas imediatamente | Envio gratuito para compras acima de 80 EUR | Trocas e devoluções gratuitas dentro de 90 dias

Toda a gente começa do zero algum dia. Esta frase pode soar como um clichê, mas no contexto do exercício e do fitness é uma das verdades mais importantes que vale a pena recordar sempre que alguém hesita em entrar no mundo do treino. O treino com o peso do próprio corpo é uma das formas de movimento mais acessíveis que existem – não é necessário equipamento caro, inscrição num ginásio ou anos de experiência. E ainda assim, esta forma de treino está rodeada de uma vergonha desnecessária que afasta muitas pessoas antes mesmo de começarem.

A vergonha de fazer exercício é um problema real. Segundo um estudo da organização Sport England, mais de um terço dos adultos que se movem pouco admite que um dos principais obstáculos é o medo do ridículo ou de parecerem "tolos". No entanto, o treino com o peso do próprio corpo – ou seja, o treino que utiliza apenas o peso do corpo – é precisamente o tipo de movimento que pode ser praticado em casa, num parque, num jardim ou em qualquer outro lugar onde a pessoa se sinta segura e confortável.

Vamos então perceber o que esta forma de exercício realmente implica, por que razão é ideal para quem está a começar do zero e como entrar nela com leveza e sem sentir que tem de provar algo a alguém.


Experimente os nossos produtos naturais

O que significa, afinal, treinar com o peso do próprio corpo?

O treino com o peso do próprio corpo, designado em inglês como bodyweight training ou calistenia, é uma forma de movimento em que o corpo trabalha consigo mesmo. Sem halteres, sem máquinas, sem acessórios complicados. Os movimentos básicos como agachamentos, flexões, afundos, prancha ou abdominais formam a espinha dorsal desta abordagem. Estes exercícios são tão antigos quanto a humanidade – soldados, atletas e pessoas comuns praticam-nos há milhares de anos, por uma razão simples: funcionam.

O que é particularmente valioso nesta abordagem para quem está a começar é a escalabilidade. Cada exercício pode ser adaptado à condição física atual. Uma flexão nos joelhos em vez da flexão clássica, um agachamento superficial em vez de um profundo, uma versão reduzida da prancha – estas não são concessões ou falhas, são variantes completamente legítimas que até atletas experientes utilizam na reabilitação ou no regresso após uma lesão. O corpo não precisa de saber se está a treinar "corretamente" segundo algum padrão externo. Precisa de se mover, de ser progressivamente sobrecarregado e de descansar.

Tomemos como exemplo a Markéta, uma contabilista de quarenta e três anos de Brno, que decidiu começar a treinar depois de anos de trabalho sedentário. O ginásio assustava-a – não conhecia as máquinas, tinha medo de estar no caminho e envergonhava-se da sua forma física. Começou em casa com três exercícios: agachamento na parede, flexão na bancada da cozinha e marcha no lugar. Em três meses, conseguia fazer um agachamento clássico, uma flexão nos joelhos e uma prancha de trinta segundos. Não precisou de um instrutor, não pagou nenhuma inscrição e ninguém a viu nos momentos mais difíceis. Hoje treina três vezes por semana e diz que o maior obstáculo foi apenas a primeira decisão.

Como começar: sem preparação, sem perfeição, sem vergonha

O maior mito em torno do exercício é este: "Primeiro preparo-me, depois começo." As pessoas esperam emagrecer antes de ir ao ginásio. Esperam comprar a roupa certa antes de começar a correr. Esperam o momento certo, o humor certo, as circunstâncias certas. Esta espera é o maior inimigo do movimento, porque o momento certo nunca chega por si só.

O treino com o peso do próprio corpo tem a vantagem de eliminar a maioria destas desculpas. Não é necessário nada mais do que o chão e a determinação de passar vinte minutos em movimento. Cientistas do American College of Sports Medicine confirmam repetidamente que até sessões curtas de dez a vinte minutos trazem benefícios mensuráveis para a saúde, desde que sejam realizadas regularmente. Por outras palavras – não é preciso treinar uma hora para que faça sentido.

Para quem está a começar do zero, o ideal é começar com quatro a cinco exercícios básicos e criar uma rotina simples. Essa rotina pode ter o seguinte aspeto:

  • Agachamento (ou agachamento na parede) – fortalece as pernas, os glúteos e o core
  • Flexão (na parede, na bancada ou nos joelhos) – trabalha o peito, os ombros e os tríceps
  • Afundo – desenvolve o equilíbrio, a força das pernas e a coordenação
  • Prancha (mesmo que apenas dez segundos) – estabiliza o core e as costas
  • Ponte de glúteos – ativa os músculos glúteos e alivia a coluna lombar

Cada exercício basta ser feito em uma a duas séries de oito a doze repetições. O treino completo demora quinze a vinte minutos. É tudo. Sem programas complicados, sem cronómetros, sem tabelas.

A transição para variantes mais exigentes surgirá naturalmente, à medida que o corpo fica mais forte e o movimento se torna um hábito. Não é necessário apressar esse processo nem comparar o progresso com o de outra pessoa. Como diz o fisioterapeuta e autor de livros sobre movimento Kelly Starrett: "O movimento é uma necessidade humana básica, não uma performance destinada a ser avaliada."

Tapete de exercício em materiais naturais, caderno, roupa de desporto orgânica e garrafa de água como equipamento para treino em casa com o peso do próprio corpo

Por que razão a vergonha no exercício é desnecessária – e como superá-la

A vergonha em relação ao movimento tem raízes profundas. Durante muito tempo, a sociedade associou o desporto ao desempenho, à competição e a um determinado tipo de corpo. Quem não cumpria esses critérios sentia-se como um intruso no mundo do fitness. Os ginásios costumavam ser locais dominados por uma certa estética, e para muitas pessoas – especialmente mulheres, pessoas mais velhas ou pessoas com peso corporal mais elevado – entrar nesse ambiente era um ato de coragem.

O treino em casa com o peso do próprio corpo contorna este problema de forma elegante. Não há ninguém que avalie, comente ou compare. Há apenas a pessoa e o seu corpo num diálogo que pode ser surpreendentemente gentil, se o abordarmos sem expectativas.

Psicólogos que estudam a motivação desportiva, como a equipa de investigação da University of British Columbia, descobriram que as pessoas que começam a fazer exercício num ambiente privado apresentam uma maior adesão a longo prazo – ou seja, uma maior probabilidade de continuarem a praticar movimento. A razão é precisamente a ausência de pressão social e de comparação. Sem avaliação externa, a pessoa pode ouvir o seu próprio corpo, mover-se ao seu ritmo e progredir segundo as suas próprias regras.

A vergonha também resulta frequentemente da crença errada de que as outras pessoas nos observam mais do que realmente nos observam. Os psicólogos chamam a este fenómeno o "efeito holofote" – a tendência para sobrestimar o grau em que os outros reparam nos nossos erros ou imperfeições. Na realidade, as pessoas nos ginásios estão maioritariamente concentradas em si próprias. E em casa? Esse problema é completamente eliminado.

Um passo adicional para superar a vergonha é reformular o significado do exercício. Se o percecionarmos como uma punição pela forma como nos vemos, ou como uma obrigação de cumprir determinado desempenho, tornar-se-á rapidamente uma obrigação desagradável. Mas se o percecionarmos como um cuidado com o próprio corpo – tão natural como dormir, comer ou descansar – toda a relação com o movimento muda. O exercício deixa de ser algo que temos de fazer. Passa a ser algo que fazemos por nós próprios.

Esta mudança de mentalidade é talvez mais importante do que qualquer exercício ou plano de treino específico. Um corpo que se move a partir de um lugar de amor-próprio responde de forma diferente de um corpo que se move por medo ou vergonha. A investigação em psicologia da motivação confirma-o: a motivação intrínseca – ou seja, o movimento porque nos agrada ou nos faz bem – é um preditor muito mais forte de atividade a longo prazo do que a motivação extrínseca, como a tentativa de ter um determinado aspeto ou de cumprir as expectativas dos outros.

Na prática, isso pode significar algo simples: escolher exercícios que sejam agradáveis, ou pelo menos não desagradáveis. Se os agachamentos doem nos joelhos, existem alternativas. Se as flexões frustram, pode-se começar pela parede. O movimento deve ser um desafio, mas não um sofrimento. A fronteira entre o que é um desconforto saudável e o que é um tormento desnecessário é muito individual – e só a própria pessoa a pode definir corretamente.

Para além do exercício em si, o ambiente que criamos à nossa volta também desempenha um papel importante. Música agradável, uma divisão arejada, roupa confortável – são pequenos detalhes que podem transformar toda a experiência. Acompanhar o progresso também pode ajudar, mesmo que seja apenas num caderno simples ou numa aplicação no telemóvel. Ver que há três semanas se conseguiam fazer cinco agachamentos e hoje se conseguem fazer quinze é um forte fator de motivação que funciona independentemente do que os outros pensam.

O treino com o peso do próprio corpo é também perfeitamente compatível com uma abordagem ecológica da vida – não requer nenhum equipamento de plástico, consumo de energia nem deslocações. Se lhe importa um estilo de vida sustentável, esta é uma forma de movimento que se enquadra naturalmente nesse conjunto de valores. A única coisa de que pode precisar é de um tapete de qualidade em materiais naturais ou de roupa confortável em algodão orgânico – o resto fica a cargo do seu próprio corpo.

Começar a treinar com o peso do próprio corpo como um verdadeiro principiante não é um ato de coragem no sentido dramático da palavra. É antes um compromisso silencioso e quotidiano consigo mesmo. Um compromisso que não exige público, aprovação nem condições perfeitas. Exige apenas a vontade de fazer o primeiro movimento – mesmo que seja apenas um agachamento junto à bancada da cozinha, de pijama, numa manhã de terça-feira. A partir daí, é possível ir muito longe.

Partilhar
Categoria Pesquisar Carrinho