facebook
Desconto SUMMER agora mesmo! CÓDIGO: SUMMER 📋
Com o código SUMMER, recebe 5% de desconto em toda a compra.
As encomendas feitas antes das 12:00 são despachadas imediatamente | Envio gratuito para compras acima de 80 EUR | Trocas e devoluções gratuitas dentro de 90 dias

Todos os pais que passaram pelo segundo ano de vida do seu filho sabem que a expressão "terrible twos" não é apenas uma frase vazia. As birras no chão do supermercado, as lágrimas por causa do pão torrado cortado do jeito errado ou a fúria porque a criança não consegue calçar os sapatos sozinha – tudo isso faz parte da realidade quotidiana de milhões de famílias. E embora estas situações possam levar os adultos ao limite da paciência, por trás de cada explosão esconde-se algo profundo: um cérebro que ainda está a aprender a lidar com as emoções.

A regulação emocional numa criança de dois anos não é um luxo nem um conceito pedagógico desnecessário. É uma competência de desenvolvimento fundamental que influencia a forma como a criança vai lidar com o stress, construir relacionamentos e responder a desafios ao longo de toda a sua vida. E é precisamente por isso que vale a pena dedicar-lhe atenção – não apenas de forma teórica, mas sobretudo de forma prática e realista.


Experimente os nossos produtos naturais

Por que razão as crianças de dois anos estão tão sobrecarregadas emocionalmente?

Para podermos falar sobre métodos, é importante compreender primeiro o que se passa na cabeça de uma criança de dois anos. O córtex pré-frontal, a parte do cérebro responsável pelo raciocínio lógico, pelo autocontrolo e pela capacidade de adiar a gratificação, está nesta idade apenas nos seus primórdios. Segundo investigações em neurociência, esta região do cérebro desenvolve-se até ao início da casa dos vinte anos – e nas crianças de dois anos a sua funcionalidade é absolutamente mínima.

Isto significa que uma criança de dois anos não consegue controlar-se da forma como um adulto é capaz. Não consegue acalmar-se apenas pela força de vontade, não consegue avaliar logicamente a situação e decidir agir de outra forma. Reage de forma puramente emocional, porque o seu cérebro ainda não possui as ferramentas para reagir de outra maneira. Este conhecimento é fundamental, pois muda toda a perspetiva: uma birra não é teimosia nem manipulação – é uma realidade neurológica.

Ao mesmo tempo, as crianças de dois anos encontram-se numa situação paradoxal. Por um lado, começam a sentir intensamente a sua própria vontade e o desejo de autonomia – querem escolher por si mesmas, tomar decisões, fazer as coisas à sua maneira. Por outro lado, as suas capacidades linguísticas ainda não são suficientes para conseguirem expressar estas necessidades em palavras. O resultado é uma frustração que não tem outra saída senão a explosão emocional. Como disse a psicóloga do desenvolvimento Janet Lansbury: "As crianças não precisam que as salvemos das suas emoções. Precisam que as acompanhemos nelas."

Métodos realistas de regulação emocional que os pais podem realmente usar

A teoria é uma coisa bonita, mas os pais às quatro da tarde, quando a criança está deitada no chão da cozinha a gritar, não precisam de uma palestra sobre psicologia do desenvolvimento. Precisam de ferramentas concretas e aplicáveis. Os métodos seguintes baseiam-se em abordagens com fundamento científico, mas estão ao mesmo tempo adaptados à vida real – com o seu cansaço, pressão de tempo e as próprias emoções dos pais.

Nomear as emoções – "emotion coaching"

Uma das ferramentas mais eficazes à disposição dos pais é simplesmente nomear o que a criança está a sentir. As investigações do psicólogo John Gottman, que designou esta abordagem de "emotion coaching" ou coaching emocional, mostram que as crianças cujos pais nomeiam regularmente as emoções têm, em idade mais avançada, uma melhor capacidade de autorregulação, menos problemas de comportamento e melhores competências sociais. Os detalhes desta abordagem são resumidos, por exemplo, pelo Instituto John Gottman.

Na prática, parece simples: em vez de "para de chorar" ou "não aconteceu nada", o pai ou a mãe diz "vejo que estás muito zangado agora porque querias pegar no brinquedo sozinho". Com isto, a criança recebe duas coisas ao mesmo tempo – a sensação de ser vista e compreendida, e ao mesmo tempo um vocabulário para o seu próprio mundo interior. Uma criança que consegue dizer "estou zangado" não precisa de expressar essa zanga a dar pontapés nos móveis.

É importante notar que nomear as emoções não significa concordar com o comportamento. O pai ou a mãe pode simultaneamente reconhecer a emoção e estabelecer um limite: "Percebo que estás zangado. Mas bater não é aceitável." Estas duas coisas não são contraditórias – pelo contrário, a sua combinação forma a base de uma educação emocional saudável.

Regulação através do corpo e do movimento

As crianças de dois anos vivem no seu corpo de forma muito mais intensa do que os adultos. As emoções manifestam-se nelas fisicamente – com músculos tensos, respiração acelerada, inquietação nas pernas. E é precisamente por isso que as atividades físicas podem funcionar como uma válvula de escape natural ou como um meio de acalmia.

Se a criança está a escalar para uma birra, por vezes ajuda oferecer-lhe movimento: saltar no lugar, amassar uma almofada, dar uma caminhada rápida lá fora ou simplesmente um abraço que a ajude a "aterrar". Uma pressão firme – como um abraço forte ou pressionar as palmas das mãos contra uma mesa – ativa o sistema propriocetivo, que tem um efeito calmante sobre o sistema nervoso. Este método é também utilizado por terapeutas ocupacionais que trabalham com crianças com hipersensibilidade sensorial.

Da mesma forma, pode ajudar a introdução de rituais físicos regulares no ritmo diário – dança matinal, corrida no jardim à tarde ou massagem noturna antes de dormir. Estas atividades não só servem como prevenção da sobrecarga do sistema nervoso, como também fortalecem a relação entre pais e filhos, que é em si mesma a ferramenta de regulação mais poderosa que uma criança pequena possui.

Previsibilidade e rituais como base da segurança

Talvez surpreendentemente, um dos métodos mais eficazes de regulação emocional em crianças de dois anos não é nenhuma técnica "no momento de crise", mas sim uma medida preventiva: um ritmo diário previsível. Uma criança que sabe o que vem a seguir sente-se segura. E uma criança que se sente segura tem uma capacidade muito maior para lidar com a frustração e a deceção.

Isto não significa um horário rígido planeado ao minuto. Trata-se mais de sequências consistentes de eventos – pequeno-almoço, depois brincadeira, depois passeio, depois almoço, depois descanso. As transições entre atividades, que tendem a ser particularmente difíceis para crianças de dois anos, podem ser facilitadas com antecedência: "Daqui a pouco vamos para casa, ainda tens cinco minutos para brincar." Esta frase simples dá à criança tempo para se preparar e reduz significativamente a probabilidade de uma explosão no momento da saída.

Os rituais em torno das refeições, do sono e das despedidas têm uma função semelhante. Não se trata de um hábito sentimental – trata-se de uma estratégia com base neurológica que ajuda o cérebro da criança a orientar-se no mundo e a sentir-se segura nele.

A própria regulação do pai/mãe como espelho

Aqui chega a parte mais difícil. Porque a verdade é que a ferramenta mais eficaz de regulação emocional da criança é um pai ou mãe regulado. As crianças aprendem a lidar com as emoções principalmente por imitação e através da chamada corregulação – ou seja, partilhando o espaço emocional com um adulto que está calmo e firme.

Mas como estar calmo e firme quando a criança grita pela terceira vez numa hora e vocês não dormiram bem, não tiveram tempo para almoçar e têm uma reunião de trabalho importante daqui a uma hora? Aqui é importante ser honesto: a regulação perfeita dos pais não é um objetivo realista. Os pais são seres humanos que também têm um sistema nervoso, que também ficam sobrecarregados e que também explodem às vezes.

As investigações em psicologia do desenvolvimento – como o trabalho de Ed Tronick e o seu "Still Face Experiment" – mostram que para o desenvolvimento saudável da criança não é fundamental que o pai ou a mãe esteja sempre perfeitamente calmo. O que é fundamental é que, após momentos de tensão ou rutura na relação, ocorra uma reconexão e reparação. Uma criança que experimenta que a relação pode ser reparada aprende que as emoções são geríveis e que o mundo é um lugar seguro.

Na prática, isto significa: se o pai ou a mãe perde a paciência e reage com irritação, não é o fim do mundo. O importante é voltar à criança, nomear o que aconteceu e restabelecer o contacto: "Desculpa ter levantado a voz. Estava cansado. Amo-te."

Quando procurar ajuda profissional?

As birras são uma parte absolutamente normal do desenvolvimento das crianças de dois anos. Existem, no entanto, situações em que pode ser útil consultar um profissional sobre o comportamento da criança – pediatra, psicólogo infantil ou especialista em desenvolvimento. Entre estas situações incluem-se, por exemplo, birras que duram mais de 25 minutos, que são muito frequentes e intensas, que envolvem autolesão ou que perturbam significativamente o funcionamento quotidiano da família.

Da mesma forma, é aconselhável procurar apoio quando o pai ou a mãe percebe que as suas próprias reações às emoções da criança são, a longo prazo, incontroláveis para si ou o colocam num estado de ansiedade intensa. Cuidar da própria saúde mental não é egoísmo – é condição para que o pai ou a mãe possa ser uma base segura para a criança.

Tomemos como exemplo uma situação da vida real: a Tereza, de quatro anos, começou a ter birras ainda quando tinha dois anos, especialmente nas transições entre atividades. Os seus pais começaram a usar consistentemente os "avisos de cinco minutos" e introduziram um ritual noturno fixo. Após algumas semanas, a frequência das birras reduziu-se significativamente – não porque a Tereza tivesse deixado de ter emoções, mas porque aprendeu o que vinha a seguir e se sentia mais segura.

A regulação emocional numa criança de dois anos não é sobre criar uma criança que não chora e não se porta mal. É sobre construir gradual e pacientemente a capacidade – da criança e dos pais – de lidar com o que a vida traz. Cada momento em que o pai ou a mãe nomeia uma emoção, permanece calmo ou, após uma explosão, volta e repara a relação, é um pequeno tijolo de construção no cérebro da criança. E estes tijolos acumulam-se – silenciosamente, discretamente, mas com um impacto que dura toda a vida.

Partilhar isto
Categoria Pesquisar Cesto