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# Jak si doma uvařit dokonalý cold brew Cold brew káva se stala v posledních letech velmi oblíbenou

Existe muita gente que ama café, mas ao mesmo tempo não o suporta. Mais precisamente – não suporta aquela amargura que às vezes se espalha por todo o palato e, durante uma hora após beber, lembra que a pessoa talvez tenha exagerado na dose. Precisamente para essas pessoas – e também para os entusiastas que querem tirar mais partido do seu café – surgiu um método de preparação chamado cold brew. Trata-se de uma técnica que nos últimos anos conquistou o mundo das cafeterias, mas que aos poucos vai encontrando o seu caminho também nas cozinhas domésticas. E o melhor? Consegue fazê-lo absolutamente qualquer pessoa que tenha um frasco, café e um pouco de paciência.

Cold brew, ou seja, infusão fria de café, não é o mesmo que o café gelado que muitos imaginam – ou seja, um espresso quente deitado sobre gelo. Trata-se de um processo fundamentalmente diferente, no qual café moído grosseiramente é infundido em água fria ou à temperatura ambiente durante 12 a 24 horas. O resultado é um concentrado ou uma bebida pronta com um sabor surpreendentemente suave, baixa acidez e doçura natural que não precisa de açúcar. É precisamente esta característica que atrai as pessoas que nunca conseguiram gostar do café comum – seja pela acidez, seja por lhes causar enjoo estomacal.


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Por que o processo frio muda tudo o que sabemos sobre café

A química por trás da infusão fria é fascinante, embora não seja necessário compreendê-la em profundidade para apreciar o resultado. A água quente, na preparação do café tradicional, extrai muito rapidamente dos grãos toda uma gama de compostos – incluindo os que causam acidez e amargura. A água fria trabalha de forma mais lenta e seletiva. Extrai principalmente açúcares, óleos e compostos aromáticos mais delicados, enquanto grande parte dos ácidos e substâncias amargas permanece não extraída no "bolo" de café. O resultado é uma bebida quimicamente diferente, mesmo que se utilizem os mesmos grãos.

Isso é confirmado cientificamente, por exemplo, por um estudo publicado na revista Scientific Reports, que mostrou que o cold brew tem uma acidez total significativamente mais baixa do que o café quente preparado com os mesmos grãos. Para pessoas com estômago sensível ou refluxo, isto pode ser uma verdadeira descoberta. Não significa, claro, que o cold brew seja uma bebida medicinal – mas para muitos é uma alternativa mais agradável, que lhes permite finalmente desfrutar do café sem consequências.

É também importante mencionar o teor de cafeína. O cold brew tem a reputação de ser uma bebida muito forte, e com razão – se for preparado como concentrado (que é o procedimento mais comum), o teor de cafeína pode ser significativamente mais elevado do que o de um espresso normal. Ao diluir com água ou leite, porém, atinge um nível comparável. Depende, portanto, de como a pessoa o prepara e dilui. Para quem é sensível à cafeína, existe também uma variante com grãos descafeinados, que mantém todas as vantagens de sabor da infusão fria.

Preparar cold brew em casa é surpreendentemente simples. Não é necessário nenhum equipamento especial – basta café moído grosseiramente (a moagem é fundamental; moagem demasiado fina causará turvação e excesso de amargura), água fria limpa e um recipiente. A proporção mais utilizada é aproximadamente 1:8 a 1:10 (café para água) para concentrado, ou 1:15 para uma bebida pronta a consumir. A mistura é deixada a infundir no frigorífico durante a noite ou até mais tempo, depois é filtrada através de um coador fino ou filtro de café e está pronta. A bebida resultante dura no frigorífico até duas semanas, o que é mais uma grande vantagem em relação ao café tradicional.

O cold brew e o seu lugar no quotidiano

Tomemos o exemplo da Martina, uma professora de trinta anos de Brno, que durante toda a vida afirmou que simplesmente "não conseguia com café". A amargura incomodava-a, a acidez fazia-lhe mal e o açúcar que acrescentava transformava a bebida em algo que se assemelhava mais a uma sobremesa. Então, uma vez, uma amiga deu-lhe um frasco de cold brew caseiro. Não diria que era café, se não soubesse do que se tratava. Era suave, ligeiramente doce sem açúcar adicionado, com um sabor agradável que lembrava mais chocolate e avelãs. Desde então prepara cold brew em casa todas as semanas – e diz que isso a fez finalmente perceber o que as pessoas veem no café.

Há muitas pessoas como a Martina. A infusão fria de café abre portas a quem até agora se sentia excluído da cultura do café – seja pelo sabor, seja pela intolerância física. E ao mesmo tempo oferece aos entusiastas experientes uma nova forma de explorar o perfil de sabor dos grãos que já conhecem bem. Como o processo frio revela nuances diferentes das da preparação quente, pode ser surpreendente perceber como o mesmo café sabe de forma tão diferente quando preparado pelos dois métodos.

A escolha do café para cold brew desempenha naturalmente o seu papel. Em geral, recomenda-se grãos de torra média ou mais escura, que têm naturalmente notas mais ricas, de chocolate ou caramelo. Torras claras com notas frutadas e cítricas podem resultar desequilibradas no cold brew, embora isso seja em grande medida uma questão de gosto pessoal e experimentação. É interessante notar que o cold brew é um dos poucos métodos em que vale a pena usar café mais barato – o processo suave de infusão consegue extrair resultados surpreendentemente bons de grãos medianos.

No que diz respeito à sustentabilidade, o cold brew tem também aqui as suas vantagens. A preparação não requer eletricidade nem água quente, a infusão ocorre passivamente no frigorífico e o concentrado resultante poupa consumo, pois é preparado de uma só vez para vários dias. Para quem se preocupa com um estilo de vida mais ecológico, é um bónus agradável. O "bolo" de café usado – ou seja, o café moído restante após a filtragem – não é desperdício: pode ser usado como esfoliante natural, adubo para plantas de interior ou adição ao composto.

O mundo do cold brew não se limita apenas ao café preto. Existem inúmeras variações que vale a pena experimentar. O cold brew latte surge simplesmente ao adicionar leite vegetal ou de vaca ao concentrado – o resultado é cremoso e naturalmente doce. Alguns acrescentam canela, baunilha ou cacau. Uma variante popular é também o chamado "nitro cold brew", onde a bebida é saturada com azoto e adquire uma textura sedosa e aveludada, semelhante à cerveja, com uma espuma densa – esta forma de servir, porém, está ainda maioritariamente limitada a cafeterias e estabelecimentos especializados.

Mas como escolher o café certo para a preparação em casa? Um guia básico pode ser a origem dos grãos e o método de processamento. Os grãos etíopes ou colombianos são uma escolha popular para cold brew graças à sua complexidade natural. É importante optar por café recentemente torrado de torrefatores locais que indiquem a data de torra – quanto mais fresco, melhor o resultado. As misturas de supermercado na grande maioria dos casos não indicam a data de torra e podem ter vários meses, o que se reflete no sabor final.

"O café não é apenas uma bebida. É um ritual, uma forma de abrandar e um momento para si mesmo." – este pensamento, que circula entre os entusiastas do café em todo o mundo, ganha uma nova dimensão no caso do cold brew. A preparação da infusão fria requer, de facto, previsão e paciência – é preciso preparar o café com um dia de antecedência, deixá-lo trabalhar em paz, e só então apreciá-lo. É o oposto do mundo instantâneo e talvez seja precisamente por isso que o cold brew tem uma comunidade de seguidores tão forte, que nele vê não apenas uma bebida, mas também uma forma de pensar.

Para os iniciantes absolutos que querem experimentar o cold brew sem qualquer investimento, basta começar com o que têm em casa. Café moído grosseiramente (ou até o moído de grão inteiro do supermercado, que funciona surpreendentemente bem, desde que não seja demasiado fino), um frasco ou jarro grande e o frigorífico. A proporção, o tempo e o tipo de café são variáveis com as quais se pode brincar – e é precisamente esta experimentação que faz parte da diversão. Os resultados podem variar, mas mesmo um cold brew menos conseguido costuma ser mais agradável de beber do que um café queimado de uma máquina automática.

É também bom saber que o cold brew não é exclusivo de cafeterias caras ou de snobs do café. É um método democrático que não requer competências especiais nem equipamento caro. Ao contrário do espresso, onde tudo depende da pressão exata, da temperatura e do tempo de extração ao segundo, o cold brew é tolerante – pequenos desvios do procedimento "ideal" geralmente não conduzem a um resultado catastrófico. É precisamente por isso que é o ponto de entrada ideal para quem quer explorar o café mais a fundo, mas ainda se sente sobrecarregado pela complexidade dos outros métodos de preparação.

A cultura do café na República Checa mudou significativamente nos últimos anos. As cafeterias especializadas que oferecem diferentes métodos de preparação proliferam em todas as cidades maiores e o interesse por café de qualidade cresce também fora delas. O cold brew é uma parte natural desta tendência – uma bebida que pode ser preparada em casa sem qualquer investimento, mas que ao mesmo tempo oferece profundidade suficiente para quem quer ir mais longe. Informações sobre os vários métodos de preparação e seleção de café são disponibilizadas, por exemplo, pela Specialty Coffee Association, uma organização internacional que reúne especialistas de todo o mundo, cujos materiais estão acessíveis também para leigos.

O cold brew ocupa assim um lugar interessante – é acessível para iniciantes absolutos e para amantes experientes de café, é amigável para estômagos sensíveis e para quem procura novas experiências de sabor, e enquadra-se num estilo de vida que valoriza a qualidade, a lentidão e as escolhas conscientes. Basta começar. Um frasco, água, café, frigorífico e uma noite de paciência – e de manhã há algo que vale a pena.

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