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# Co dělat, když je máma bez energie a na dně ## O que fazer quando a mamãe está sem energia e no f

Levantar às seis da manhã, preparar o pequeno-almoço, levar as crianças à escola, cumprir o trabalho, fazer compras, cozinhar, limpar, ler um conto e depois finalmente sentar – mas em vez de descansar, perceber que há ainda mais para fazer. Este não é um dia excecional. Para muitas mães, é simplesmente uma quarta-feira. Ou uma segunda-feira. Ou todos os dias da semana. O esgotamento das mães é hoje um dos temas menos discutidos e, ao mesmo tempo, mais generalizados da parentalidade moderna.

A sociedade espera das mães um desempenho quase sobre-humano – estar presente, ser paciente, produtiva, criativa e ainda de bom humor. Não admira que cada vez mais mulheres se encontrem num estado em que literalmente não têm energia para nada. Não porque sejam fracas ou preguiçosas, mas porque o sistema em que funcionam está concebido para as esgotar.


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Por que razão as mães estão tão cansadas – e não é apenas uma questão de sono

O cansaço da mãe é um fenómeno complexo que não pode ser explicado simplesmente pelo facto de "dormir pouco". Trata-se de uma combinação de esgotamento físico, psicológico e emocional que se vai acumulando dia após dia. Os psicólogos utilizam por vezes o termo "mental load" para descrever este estado – a carga mental invisível que engloba o planeamento, a organização, a antecipação e a coordenação do funcionamento de toda a família. Um estudo publicado na revista Journal of Marriage and Family mostrou que as mulheres suportam uma parte significativamente maior deste trabalho invisível do que os homens, mesmo em famílias onde ambos os parceiros trabalham a tempo inteiro.

Acrescente-se a isso a privação crónica de sono, o descanso noturno interrompido, a disponibilidade constante para os outros e o espaço mínimo para as próprias necessidades – e tem-se a receita para um esgotamento total. Não é dramatização, é fisiologia. O corpo e a mente têm os seus limites, e quando estes são ultrapassados repetidamente sem recuperação suficiente, o colapso chega.

Muitas mães só percebem que chegaram ao fundo quando gritam com o filho por causa de um iogurte derramado. Ou quando choram no carro a caminho do trabalho. Ou quando se apercebem de que não conseguem lembrar-se da última vez que fizeram algo apenas para si – não para os filhos, não para o parceiro, não para a casa. Apenas para si.

Tomemos o exemplo de Kateřina, uma mãe de trinta e três anos com dois filhos de três e seis anos, que trabalha simultaneamente a tempo parcial a partir de casa. Cada dia começa antes de o resto da família acordar, para ter um momento de sossego. Mas esse sossego é apenas aparente – mesmo nesses quinze minutos, está a pensar no que vai fazer ao almoço, se o filho mais velho entregou o trabalho de casa e se encomendou os presentes para a festa de aniversário. "Nunca desligo", diz ela. "Mesmo quando estou sentada, o cérebro continua a trabalhar." Muitas mulheres conhecem bem esta sensação.

Flat-lay of a planner, coffee, crayon and grocery list symbolizing a mother's mental load

O que realmente ajuda quando uma mãe não tem energia

Conselhos como "durma mais" ou "descanse" soam bem, mas na prática são quase inutilizáveis para uma mãe sobrecarregada sem apoio concreto. Por isso, é importante falar de coisas que são realmente alcançáveis – mesmo no meio de um dia difícil.

Uma das estratégias mais subestimadas é o micro-descanso – pausas curtas e conscientes de dois a cinco minutos, durante as quais a pessoa se desliga intencionalmente de tudo. Sem telemóvel, sem pensar em tarefas. Basta fechar os olhos, respirar fundo e deixar a mente vazia por um momento. Investigações no campo das neurociências sugerem que mesmo uma pausa tão curta pode reduzir os níveis de cortisol – a hormona do stress – e restaurar parte da capacidade cognitiva. Não substitui o sono, mas ao longo do dia pode fazer uma grande diferença.

Outro fator fundamental é a alimentação. As mães sobrecarregadas esquecem-se frequentemente de comer – ou comem à pressa, de pé, os restos do prato das crianças. O corpo sem o combustível adequado não pode funcionar a plena capacidade, e isto é literalmente verdade. Os níveis de açúcar no sangue, a quantidade suficiente de proteínas e gorduras saudáveis influenciam diretamente o humor, a concentração e a estabilidade emocional. Não é coincidência que, após um dia em que a mãe não teve tempo para comer adequadamente, esteja à beira de um colapso nervoso à noite.

Podem ajudar alimentos facilmente acessíveis e nutritivos que não requerem preparação – frutos secos, sementes, barras de qualidade sem aditivos desnecessários, smoothies preparados antecipadamente ou simples lanches ricos em nutrientes. Se o problema incluir também a vitalidade geral do organismo, pode ser adequado complementar a alimentação com adaptógenos naturais como a ashwagandha ou a maca, que segundo fontes especializadas ajudam o organismo a lidar melhor com o stress e apoiam a energia natural sem estimulação desnecessária.

Igualmente importante é o movimento – mas não no sentido de exercício intenso, que para uma mãe esgotada é mais uma sobrecarga. Trata-se do movimento natural quotidiano: um passeio com o carrinho, um breve alongamento de manhã ao levantar, um momento ao ar livre. O movimento estimula a produção de endorfinas e dopamina, melhorando naturalmente o humor e proporcionando energia. E o importante é que não precisa de um bloco de uma hora na agenda.

A qualidade do sono, e não apenas a sua duração, também desempenha um papel importante. Muitas mães dormem de forma interrompida ou com "um olho aberto" mesmo quando não precisariam. A higiene do sono – hora regular de adormecer, quarto escuro, sem ecrãs pelo menos uma hora antes de dormir – pode melhorar significativamente a qualidade da recuperação mesmo com o mesmo número de horas de sono. Se preparações naturais como o magnésio ou a melissa também contribuírem para isso, é apenas um bónus adicional.

Como disse uma vez a psicóloga americana e especialista em esgotamento, Dr. Sheryl Ziegler: "As mães não estão esgotadas porque amam menos os seus filhos. Estão esgotadas porque amaram demasiado e durante demasiado tempo sem que ninguém as amasse de volta." Estas palavras doem porque são verdadeiras. E ao mesmo tempo abrem espaço para uma questão fundamental: o que mudaria se cuidar de si própria se tornasse uma prioridade igual a cuidar dos outros?

A resposta a esta pergunta não é fácil, mas começa com pequenos passos. Uma pequena mudança na rotina. Dizer "não" a mais uma coisa. Pedir ajuda – ao parceiro, aos pais, a uma amiga. E deixar de acreditar no mito de que uma boa mãe não precisa de nada para si.

Na prática, um dia difícil pode ser enfrentado melhor se existir pelo menos uma estrutura básica – algum ritual em que se possa confiar. Pode ser um café da manhã em silêncio, um podcast favorito enquanto cozinha, uma breve meditação antes de dormir ou apenas um momento passado na casa de banho sem alguém a bater à porta. Estas aparentes pequenezas não são luxo. São âncoras que mantêm juntos mesmo os dias mais difíceis.

Vale também a pena mencionar que uma abordagem ecológica e consciente da gestão doméstica pode paradoxalmente aliviar a carga quotidiana. Menos coisas, limpeza mais simples, produtos que funcionam e não precisam de experiências químicas – tudo isto reduz o número de decisões e a carga mental que as mães enfrentam todos os dias. O princípio "menos é mais" aplica-se não só ao guarda-roupa, mas também à casa como um todo.

É também importante não subestimar o aspeto emocional. Se o cansaço persiste durante muito tempo, acompanhado de irritabilidade, sensação de vazio ou perda de alegria nas coisas que antes davam prazer, pode tratar-se de sintomas de esgotamento ou depressão. Nesse caso, é adequado procurar ajuda especializada – um psicólogo, terapeuta ou médico. Não é fraqueza, mas responsabilidade para consigo própria e para com os seus filhos.

Cuidar da mãe é cuidar de toda a família. As crianças não precisam de uma mãe perfeita – precisam de uma mãe presente, relativamente equilibrada e feliz. E essa mãe só pode existir se tiver espaço para ser também uma pessoa, e não apenas uma função. A energia não aparece por si só – é preciso reabastecê-la conscientemente, protegê-la e valorizá-la como um recurso precioso.

Portanto, da próxima vez que chegar aquele dia em que tudo é demasiado, em que as forças parecem acabar e no fundo da chávena de café não há nenhuma resposta – talvez baste dar um pequeno passo. Sentar. Respirar fundo. E lembrar que cuidar de si própria não é egoísmo. É a base de tudo o resto.

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