facebook
TOP desconto agora mesmo! | O código TOP dá-lhe 5% de desconto em toda a compra. | CÓDIGO: TOP 📋
As encomendas feitas antes das 12:00 são despachadas imediatamente | Envio gratuito para compras acima de 80 EUR | Trocas e devoluções gratuitas dentro de 90 dias

Como cuidar corretamente de uma tábua de madeira, facas e frigideiras

Os utensílios de cozinha estão entre as coisas que usamos todos os dias e, mesmo assim, dedicamos-lhes surpreendentemente pouca atenção. Uma tábua de madeira, uma faca de qualidade ou uma frigideira favorita – tudo isto são ferramentas sem as quais não conseguimos imaginar a preparação de refeições. No entanto, precisamente porque as tomamos como garantidas, frequentemente negligenciamos a sua manutenção. E depois ficamos surpreendidos quando a faca não corta, a frigideira pega e a tábua mais parece um achado arqueológico do que um utensílio de cozinha. Contudo, basta dedicar apenas alguns minutos por semana ao cuidado destas coisas e a recompensa serão utensílios que servem fielmente durante anos, senão décadas.

A questão de como cuidar de uma tábua de madeira, facas e frigideiras para que durem anos não é apenas prática – é também uma questão de atitude em relação às coisas que nos rodeiam. Numa época em que se fala cada vez mais de sustentabilidade e do esforço para não desperdiçar, faz sentido aprender a tratar daquilo que já temos, em vez de comprar substitutos todos os anos. O equipamento de cozinha de qualidade não é barato e a sua durabilidade depende, em grande parte, da forma como o tratamos.

Comecemos por algo aparentemente banal – a tábua de cortar de madeira. Muitas pessoas consideram-na um pedaço de madeira que simplesmente colocam na bancada e de vez em quando atiram para o lava-louça. No entanto, a madeira é um material vivo que reage à humidade, à temperatura e ao tratamento mecânico. O erro mais comum é lavar a tábua de madeira na máquina de lavar louça. As altas temperaturas e os detergentes agressivos fazem com que a madeira rache, se deforme e perca a sua resistência natural. Basta passar a tábua por água morna após cada utilização, eventualmente com um pouco de detergente suave, e secá-la bem. Nunca deve ficar dentro de água ou permanecer molhada numa superfície – a humidade é o inimigo número um da madeira.

Mas o que transforma a manutenção comum num verdadeiro cuidado é a oleagem regular. Uma vez por mês ou de dois em dois meses, basta aplicar na tábua uma fina camada de óleo mineral próprio para contacto com alimentos, ou uma mistura de cera de abelha e óleo. O óleo penetra nos poros da madeira, protege-a da secagem e, ao mesmo tempo, cria uma barreira natural contra bactérias e odores. Quem alguma vez viu uma tábua lindamente patinada na cozinha de um chef sabe do que estamos a falar – essa tábua fica melhor a cada ano de utilização, porque alguém cuida dela. Segundo as recomendações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), é ainda importante ter tábuas separadas para carne e legumes, o que prolonga a vida útil de ambas e, ao mesmo tempo, reduz o risco de contaminação cruzada.

É interessante que uma tábua de madeira de qualidade – por exemplo, de nogueira, ácer ou cerejeira – é surpreendentemente segura do ponto de vista higiénico. Um estudo realizado na University of California em Davis demonstrou que as bactérias numa superfície de madeira morrem naturalmente, enquanto numa tábua de plástico com sulcos profundos podem multiplicar-se mesmo após uma lavagem cuidadosa. Este é um argumento que surpreende muitos, pois existe o mito generalizado de que o plástico é mais higiénico. Na realidade, o que importa principalmente é o estado em que a tábua se encontra – se tiver cortes profundos e fissuras, é hora de a substituir, independentemente do material.


Experimente os nossos produtos naturais

Como cuidar corretamente das facas de cozinha

Da tábua, a transição natural é para as facas, porque estes dois utensílios estão intimamente relacionados. Uma faca de qualidade numa tábua inadequada sofre e, inversamente – mesmo uma faca mediana numa boa tábua de madeira corta melhor do que numa base dura de vidro ou pedra. As tábuas de cortar de vidro e cerâmica são, aliás, uma das maiores inimigas do fio das facas. Parecem elegantes, mas a sua superfície dura embota o fio literalmente em poucas utilizações.

O cuidado com as facas começa pelo armazenamento correto. Uma barra magnética na parede, um bloco de madeira ou uma bainha protetora para a lâmina – estas são as três formas básicas de proteger uma faca. Alguma vez atirou facas para uma gaveta junto com os outros talheres? Então sabe como rapidamente aparecem pequenos dentes e marcas na lâmina. Uma faca numa gaveta sobrelotada perde o fio mais rapidamente do que se esperaria e, além disso, há o risco de cortes desagradáveis ao procurar o utensílio certo.

No que diz respeito à afiação propriamente dita, existe uma diferença importante entre o alinhamento regular e a afiação verdadeira. A chaira de aço ou cerâmica, que muitos conhecem dos conjuntos de cozinha, não serve para afiar no verdadeiro sentido da palavra – a sua função é endireitar o fio microscopicamente dobrado. O alinhamento regular com a chaira antes de cada sessão de cozinha é um hábito simples que prolonga dramaticamente os intervalos entre as afiações propriamente ditas. A afiação em pedra ou a afiação profissional basta ser feita uma a duas vezes por ano, dependendo da intensidade de utilização.

E depois há novamente a questão da lavagem. Tal como com a tábua de madeira, também para as facas de qualidade existe uma regra inequívoca: nunca as coloque na máquina de lavar louça. A água quente, os produtos químicos e os embates contra a restante louça danificam tanto a lâmina como o cabo. Especialmente as facas com cabo de madeira sofrem duplamente – a madeira absorve água, racha e, com o tempo, solta-se dos rebites. A lavagem manual com água morna e a secagem imediata levam poucos segundos e a faca retribuirá com anos de serviço impecável.

Um exemplo da prática: um conhecido chef de Brno conta que usa a sua faca japonesa favorita há mais de quinze anos. Comprou-a por vários milhares de coroas na altura, o que parecia uma despesa absurda. Mas graças ao alinhamento regular, à lavagem manual e à afiação ocasional em pedra de água, a faca continua hoje tão afiada como no dia da compra. Nesse tempo, os seus colegas passaram por dezenas de facas mais baratas, que no total custaram muitas vezes mais. Como diz o velho provérbio: "Somos demasiado pobres para comprar coisas baratas."

Frigideiras e a sua longevidade

O terceiro pilar do cuidado na cozinha são as frigideiras, e aqui a situação complica-se, porque diferentes materiais exigem abordagens diferentes. As mais comuns são as frigideiras com revestimento antiaderente, as frigideiras de ferro fundido e as frigideiras de aço inoxidável. Cada uma tem as suas especificidades, mas existem também regras universais que se aplicam a todos os materiais.

Comecemos pelas frigideiras antiaderentes, porque são precisamente estas que as pessoas mais frequentemente destroem. O sobreaquecimento é a principal causa de degradação do revestimento antiaderente. O revestimento de teflon ou cerâmico não foi concebido para ser aquecido vazio – as altas temperaturas sem a presença de alimentos e gordura danificam a superfície e reduzem a vida útil da frigideira a uma fração do que de outra forma duraria. Outro pecado clássico é a utilização de espátulas e colheres metálicas. Basta um único risco com um utensílio metálico e o revestimento antiaderente começa gradualmente a falhar. Os utensílios de madeira, silicone ou bambu são a única escolha correta para este tipo de frigideiras.

As frigideiras de ferro fundido são uma história completamente diferente. São praticamente indestrutíveis se forem bem cuidadas, e muitas famílias passam-nas de geração em geração. A chave do sucesso é o chamado "seasoning", ou seja, a criação e manutenção de uma camada protetora de gordura polimerizada na superfície. Uma frigideira de ferro fundido nova é untada com uma fina camada de óleo vegetal e colocada no forno a alta temperatura – este processo cria uma camada antiaderente natural que melhora a cada utilização subsequente. A frigideira de ferro fundido não deve ser esfregada com produtos agressivos nem com esfregões de arame – após cozinhar, basta passá-la por água quente, eventualmente esfregar suavemente com sal grosso, secar e untar levemente com óleo. Alguns puristas afirmam que a água não deveria tocar numa frigideira de ferro fundido, mas isso é mais um mito – o contacto breve com a água não faz mal, o importante é secar a frigideira imediatamente depois, para que não comece a enferrujar.

As frigideiras de aço inoxidável representam o meio-termo dourado – são resistentes, fáceis de manter e suportam temperaturas mais elevadas. A sua maior desvantagem é a tendência de os alimentos aderirem à superfície, mas isso pode ser gerido com a técnica correta. A frigideira deve ser primeiro aquecida, depois adiciona-se a gordura e só então se colocam os alimentos. Este procedimento simples, conhecido como o método "hot pan, cold oil", reduz significativamente a aderência e, ao mesmo tempo, protege a superfície da frigideira.

Independentemente do tipo de frigideira, existe uma regra universal que muitos violam: nunca deite água fria numa frigideira quente. O choque térmico pode causar a deformação do fundo, mesmo em frigideiras de qualidade. Deixe a frigideira arrefecer primeiro e só depois a lave. Da mesma forma, vale a pena armazenar as frigideiras de modo a que não se risquem mutuamente – idealmente com um separador de material macio ou penduradas em ganchos.

Quando pensamos nisso, o cuidado com os utensílios de cozinha não é propriamente nenhuma ciência. É um conjunto de hábitos simples que, com o tempo, se tornam automáticos. Lavagem manual em vez de máquina de lavar louça, oleagem regular da madeira, alinhamento das facas antes de cozinhar, aquecimento correto das frigideiras – nada disto demora mais do que alguns minutos. E o resultado? Equipamento de cozinha que não só funciona melhor, mas que também tem a sua história. Uma tábua com uma bela pátina, uma faca que assenta na mão como um velho amigo, uma frigideira onde as panquecas nunca pegam.

Em última análise, trata-se de mais do que apenas praticidade. Cuidar das coisas que nos servem é uma manifestação de respeito – pelo ofício que as produziu, pelos materiais naturais de que são feitas e, não menos importante, pela nossa própria carteira. Numa era de consumo descartável, a capacidade de manter as coisas funcionais e bonitas durante muitos anos é talvez a escolha mais sustentável que podemos fazer na cozinha. E quem sabe – talvez um dia a sua frigideira de ferro fundido ou a sua tábua de nogueira passe para a próxima geração como uma herança familiar que tem valor não apenas financeiro, mas também sentimental.

Partilhar isto
Categoria Pesquisar Cesto