facebook
Desconto SUMMER agora mesmo! SUMMER Abrir app
As encomendas feitas antes das 12:00 são despachadas imediatamente | Envio gratuito para compras acima de 80 EUR | Trocas e devoluções gratuitas dentro de 90 dias

# Co způsobuje změny chuti a čichu v těhotenství Změny chuti a čichu patří mezi nejčastější příznak

Ainda na semana passada, o café da manhã fazia parte dos rituais indispensáveis do dia. Hoje, apenas um leve aroma já provoca náuseas e uma fuga imediata da cozinha. Se isso lhe parece familiar, você não está sozinha – e definitivamente não é imaginação sua. As alterações do paladar e do olfato na gravidez estão entre os fenômenos mais comuns e, ao mesmo tempo, menos discutidos da gestação, embora a grande maioria das futuras mamães os experiencie.

A ciência enxerga uma causa clara: as dramáticas transformações hormonais que ocorrem praticamente desde o primeiro dia após a fecundação influenciam profundamente a forma como o cérebro processa as percepções sensoriais. Não se trata, portanto, de caprichos ou hipersensibilidade – é um processo fisiológico com um profundo sentido evolutivo. E é exatamente por isso que vale a pena compreendê-lo.


Experimente os nossos produtos naturais

O que acontece no corpo e por que os sentidos ficam tão diferentes de repente

Logo após a concepção, o corpo começa a ser inundado pela gonadotrofina coriônica humana, abreviada como hCG – o hormônio responsável pelo resultado positivo do teste de gravidez. Seus níveis disparam no primeiro trimestre, atingindo o pico por volta da oitava à décima semana. Essa substância é considerada uma das principais responsáveis pela hipersensibilidade aos odores e pelas alterações na percepção dos sabores. Junto a ela atua o estrogênio, cuja concentração no organismo também aumenta rapidamente e que exerce influência comprovada sobre os receptores olfativos do nariz.

O resultado é um estado que os especialistas denominam hiperosmia – ou seja, uma sensibilidade acentuada aos odores. Mulheres no primeiro trimestre descrevem como conseguem sentir o cheiro de comida sendo preparada dois andares acima, reconhecer o perfume de alguém do outro lado da sala ou detectar um odor que o parceiro simplesmente não percebe. Não é fantasia. Pesquisas mostram que a sensibilidade olfativa na gravidez é realmente diferente – o cérebro recebe e interpreta os sinais olfativos com mais intensidade do que antes da gestação. Um estudo publicado na revista Chemical Senses confirma que as mulheres grávidas apresentam um limiar de detecção olfativa mais baixo, especialmente no primeiro trimestre.

E o café? Ele se tornou o símbolo desse fenômeno. A cafeína e seus compostos voláteis, liberados durante o preparo do café, são literalmente um agressor para o sistema olfativo hipersensível. O cérebro nesse período está programado para evitar aromas intensos, amargos ou fermentados – e o café satisfaz vários desses critérios ao mesmo tempo. Não é de surpreender, portanto, que ele se torne o inimigo número um de muitas grávidas, mesmo que até pouco tempo atrás fosse a bebida favorita delas.

Mas as mudanças não se limitam ao olfato. O paladar se transforma de forma igualmente significativa, apenas por um mecanismo um pouco diferente. Muitas grávidas descrevem um gosto metálico na boca, que surge especialmente no início da gestação. Esse fenômeno tem até um nome técnico – disgeusia. Ele ocorre em decorrência das alterações hormonais, que afetam a composição da saliva e a forma como as papilas gustativas na língua respondem aos estímulos. Alimentos doces passam a ter um sabor diferente, coisas ácidas podem se tornar surpreendentemente atraentes e alimentos que a mulher amou a vida toda podem provocar repulsa.

Imagine Markéta, uma professora de trinta anos de Brno, que compartilhou sua história em um fórum de maternidade: durante toda a gravidez, ela não conseguia nem chegar perto de carne, embora antes de engravidar um bife fosse seu jantar favorito de domingo. Por outro lado, sentia uma atração irresistível por sorvete de limão e pepinos em conserva – uma combinação que jamais teria considerado antes. Exatamente esse tipo de história é completamente normal na gravidez, e a ciência oferece uma explicação clara para isso.

A lógica evolutiva da aversão ao café e a outros odores

Talvez você se pergunte: por que o corpo faz isso? Por que a evolução escolheu justamente essa forma de complicar o cotidiano das grávidas?

A resposta é surpreendentemente elegante. Uma das teorias mais aceitas afirma que o aumento da sensibilidade olfativa e a aversão a certos alimentos funcionam como um mecanismo de proteção para o feto em desenvolvimento. No primeiro trimestre, quando os órgãos do embrião são mais vulneráveis e a divisão celular ocorre com maior intensidade, é extremamente importante que a mãe não ingira substâncias potencialmente prejudiciais. E justamente os alimentos que mais frequentemente provocam repulsa – carne, álcool, café, alimentos de aroma intenso – são também aqueles que podem conter toxinas, cafeína ou outras substâncias indesejáveis para o desenvolvimento do feto.

Como bem observou o biólogo evolucionista Gordon Gallup: "A náusea gravídica e a aversão alimentar não são doenças – são adaptações sofisticadas que protegem a mãe e o bebê no período mais crítico do desenvolvimento."

A cafeína é, nesse sentido, um caso particularmente interessante. A Organização Mundial da Saúde recomenda limitar a ingestão de cafeína na gravidez a no máximo 300 mg por dia, sendo que muitos especialistas recomendam uma ingestão ainda menor – em torno de 200 mg. O organismo da grávida metaboliza a cafeína de forma significativamente mais lenta do que fora da gestação, de modo que seus efeitos duram mais e são mais intensos. A aversão ao café pode ser, literalmente, um aviso biológico programado nas profundezas dos instintos.

É interessante notar que a memória olfativa está intimamente ligada às emoções e ao sistema límbico do cérebro. Odores que antes da gravidez evocavam associações agradáveis – o café da manhã como símbolo de conforto e ritual – podem ser reprogramados na gestação como sinais negativos. O cérebro simplesmente reescreve a experiência anterior e atribui ao mesmo odor um valor emocional completamente oposto. É um exemplo fascinante de como o cérebro humano é verdadeiramente plástico e adaptável.

As alterações do olfato e do paladar, aliás, não se distribuem de forma uniforme ao longo de toda a gravidez. As mais intensas costumam ocorrer no primeiro trimestre, quando os níveis de hCG estão mais elevados. Por volta da décima quarta à décima sexta semana, a situação começa a se estabilizar para a maioria das mulheres, e muitas descobrem com alívio que conseguem entrar em uma cafeteria sem sentir o estômago revirar. O segundo trimestre é, em geral, mais tranquilo em termos de sensibilidade sensorial, embora certas preferências e aversões possam persistir até o parto.

Alternativas ao café na gravidez – bebida de chicória, gengibre e chá de ervas em flat-lay

Como lidar com isso no dia a dia

Saber por que essas mudanças ocorrem é reconfortante, mas a vida prática com olfato hipersensível e paladar instável pode ser realmente desafiadora. Especialmente quando a mulher ainda não contou a ninguém sobre a gravidez e precisa explicar por que de repente recusa o café com os colegas ou foge da sala quando alguém esquenta o almoço.

Algumas coisas podem facilitar a situação. Ventilar os ambientes e passar tempo ao ar livre ajuda muito nos momentos em que os odores em espaços fechados se tornam insuportáveis. Alimentos frios costumam ter aroma menos intenso do que os quentes, o que explica por que muitas grávidas preferem, no primeiro trimestre, saladas ou iogurte a pratos quentes. O gengibre – seja em forma de chá, rodelas cristalizadas ou cápsulas – tem efeitos cientificamente comprovados na redução das náuseas associadas a estímulos olfativos, conforme confirma, por exemplo, uma revisão publicada em Obstetrics & Gynecology.

Quanto ao café em si, existem alternativas que podem oferecer um conforto ritual semelhante sem o odor problemático. Café de chicória, chás de ervas ou água morna com limão podem substituir o ritual matinal de uma forma que o organismo tolera melhor nesse período. A Ferwer oferece, por exemplo, uma linha de chás de ervas e substitutos naturais do café, gentis para o estômago sensível da grávida e que ao mesmo tempo proporcionam a sensação de conforto associada a uma bebida quente nas mãos.

É também importante não subestimar a dimensão psicológica de toda a situação. A perda dos sabores e aromas favoritos – e dos rituais e prazeres a eles associados – pode ser emocionalmente mais difícil do que parece. O café da manhã não é apenas cafeína; para muitas mulheres, é um momento de tranquilidade, concentração e prazer. Quando esse ritual desaparece de repente ou se transforma em uma experiência desagradável, pode contribuir para o cansaço geral e a frustração do primeiro trimestre. Uma comunicação aberta com o parceiro, a família ou a parteira sobre esses problemas aparentemente "pequenos" é, portanto, tão importante quanto cuidar da saúde física.

A boa notícia é que a grande maioria das alterações olfativas e gustativas é temporária. O organismo volta gradualmente às suas preferências originais após o parto – e em muitos casos já durante o segundo trimestre. Algumas mulheres até descrevem que, após o parto, passaram a apreciar o café ainda mais do que antes, como se estivessem ansiosas para reencontrar um velho amigo. Outras descobrem que suas preferências gustativas se deslocaram permanentemente e que certos alimentos que amavam antes da gravidez já não as atraem tanto.

A gravidez é, em todos os sentidos, uma experiência transformadora – e isso vale até para algo aparentemente banal como a xícara de café da manhã. Compreender o que acontece no corpo e por quê pode transformar a frustração diante das reações incompreensíveis do próprio organismo em respeito pela sua sabedoria. O corpo simplesmente sabe o que está fazendo – mesmo que, no momento, pareça pura arbitrariedade.

Partilhar
Categoria Pesquisar Carrinho