facebook
TOP desconto agora mesmo! | O código TOP dá-lhe 5% de desconto em toda a compra. | CÓDIGO: TOP 📋
As encomendas feitas antes das 12:00 são despachadas imediatamente | Envio gratuito para compras acima de 80 EUR | Trocas e devoluções gratuitas dentro de 90 dias

Todos os pais que têm mais de um filho em casa conhecem aquele momento. Acabaram de se sentar com uma chávena de chá, da sala vem um estrondo, seguido de um grito agudo e, logo a seguir, chegam a correr duas criaturas irritadas, cada uma afirmando que a outra começou. As brigas entre irmãos fazem parte da vida familiar tão inevitavelmente como os lanches por acabar e as meias perdidas. Ainda assim, poucos aspetos da educação tocam os pais de forma tão sensível. Devemos intervir? Devemos julgar quem tem razão? E será sequer possível fortalecer a relação entre os filhos sem nos tornarmos árbitros que inevitavelmente magoam uma das crianças?

A resposta não é simples, mas existe. E começa pela compreensão daquilo que se esconde verdadeiramente por trás da rivalidade entre irmãos.


Experimente os nossos produtos naturais

Porque é que os irmãos discutem – e porque é que isso é, na verdade, normal

O conceito de "rivalidade entre irmãos" soa dramático, mas na realidade trata-se de um dos fenómenos de desenvolvimento mais naturais da infância. As crianças diferem entre si no temperamento, nas necessidades, na fase de desenvolvimento e na forma como percecionam o mundo à sua volta. Quando partilham espaço, brinquedos e, sobretudo, a atenção dos pais, os conflitos são inevitáveis. A Academia Americana de Pediatria (AAP) nos seus materiais para pais sublinha repetidamente que uma rivalidade moderada entre irmãos é saudável e ajuda as crianças a desenvolver competências sociais – negociação, compromisso, empatia e capacidade de lidar com a frustração.

O problema surge no momento em que os conflitos escalam, quando uma criança se sente permanentemente menos amada ou quando os pais assumem inconscientemente o papel de juiz, o que agrava ainda mais toda a dinâmica. A psicóloga Adele Faber, coautora do livro Siblings Without Rivalry, escreveu uma vez: "Quando os pais decidem constantemente quem tem razão e quem não tem, as crianças deixam de discutir por causa do brinquedo e começam a competir pelo amor." E é precisamente aqui que se esconde o cerne de todo o problema.

Pensemos por um momento em como uma típica discussão entre irmãos decorre em muitos lares. A Aninha, de seis anos, brinca com uma boneca. O Tomás, de quatro anos, também a quer. A Aninha recusa, o Tomás arranca-lhe a boneca, a Aninha desata a chorar. A mãe chega a correr, vê a filha a chorar e diz: "Tomás, devolve isso! Ela tinha primeiro." O Tomás sente-se injustamente castigado, a Aninha sente-se confirmada no papel de "a boazinha". Da próxima vez, o Tomás pega na boneca quando ninguém está a ver, e o ciclo vicioso continua. O pai ou a mãe julgaram, mas não resolveram a causa do conflito – e, pior ainda, alimentaram inconscientemente uma dinâmica em que uma criança é vencedora e a outra perdedora.

Este é precisamente o padrão que se pode evitar. Não ignorando os conflitos, mas mudando o nosso papel. Em vez de juízes, tornamo-nos guias.

O que significa isto na prática? Antes de mais, é preciso resistir ao impulso de descobrir imediatamente quem começou. A maioria das discussões entre irmãos não tem um culpado claro – ambas as partes contribuíram com a sua parte, mesmo que à primeira vista não pareça. Em vez da pergunta "Quem é que fez isto?", é muito mais eficaz nomear aquilo que vemos e sentimos: "Vejo que estão ambos zangados. Aninha, tu estás triste porque te tiraram o brinquedo. Tomás, tu também querias brincar e não sabias como pedir." Com este simples passo, fazemos várias coisas ao mesmo tempo. Reconhecemos as emoções de ambas as crianças, não colocamos ninguém no papel de culpado e, ao mesmo tempo, nomeamos o que realmente aconteceu – ou seja, uma necessidade que não foi satisfeita. E é precisamente a partir deste ponto que se pode avançar, rumo à procura de uma solução que satisfaça ambos.

Parece idealista? Talvez um pouco. Mas a investigação confirma-o. Um estudo publicado na revista Child Development em 2019 mostrou que as crianças cujos pais nomeavam as emoções durante os conflitos e as orientavam para a escuta mútua em vez de punir imediatamente apresentavam, ao fim de dois anos, relações significativamente melhores com os irmãos e também uma maior capacidade de resolver conflitos com os colegas na escola.

Como fortalecer a relação entre os filhos sem julgar

O apoio a uma relação saudável entre irmãos não é uma ação pontual, mas uma abordagem de longo prazo que permeia o dia a dia da família. Não se trata apenas de como reagimos às discussões, mas também de como falamos com as crianças, como organizamos o tempo em família e como lidamos com as diferenças naturais entre irmãos.

Um dos hábitos mais frequentes – e mais prejudiciais – em que os pais incorrem é a comparação. "Olha para a tua irmã, ela já tem os trabalhos de casa feitos." "Porque é que não consegues portar-te bem como o teu irmão?" Estas frases, embora pensadas como motivação, produzem exatamente o efeito oposto. A criança que é constantemente comparada não se sente motivada – sente-se insuficiente. E muitas vezes dirige a sua raiva e frustração precisamente contra o irmão que lhe é apresentado como exemplo. Surge assim uma situação paradoxal em que o pai ou a mãe, ao querer motivar os filhos para um melhor comportamento, na realidade aprofunda a rivalidade entre eles.

Em vez de comparar, é muito mais eficaz prestar atenção a cada criança individualmente, no seu próprio contexto. "Vejo que te esforçaste muito neste trabalho." "Reparei que hoje ajudaste a tua irmã mais nova com os sapatos – foi muito simpático da tua parte." Cada criança precisa de saber que é vista e valorizada por aquilo que é, e não pela posição que ocupa em comparação com outra pessoa.

Outro aspeto importante é o tempo individual com cada filho. Não precisa de ser nada grandioso – bastam dez minutos antes de dormir em que o pai ou a mãe se dedica apenas a uma criança, pergunta-lhe sobre o seu dia, lê-lhe uma história ou simplesmente conversa. Estes momentos têm um poder enorme. A criança que sabe que tem o seu próprio espaço, não partilhado, com o pai ou a mãe, não precisa de lutar tanto pela atenção. E quando não precisa de lutar pela atenção, a intensidade dos conflitos entre irmãos também diminui.

Vale a pena mencionar também a importância de deixar as crianças resolverem alguns conflitos sozinhas. Os pais têm o instinto natural de intervir em cada discussão, mas nem todos os desentendimentos requerem a intervenção de um adulto. Se não houver risco de agressão física, pode ser muito benéfico deixar as crianças encontrarem a solução por si mesmas. Naturalmente, isto não significa ir embora e deixá-las entregues a si próprias – trata-se antes de estar por perto, observar e intervir apenas quando é realmente necessário. As crianças aprendem desta forma competências de vida extremamente valiosas: negociar, ceder, procurar compromissos e lidar com a frustração de nem sempre conseguir aquilo que querem.

Também desempenha um papel importante a forma como a família, no seu conjunto, fala sobre emoções. Nos lares onde é habitual nomear os sentimentos – onde se diz "estou zangado", "estou triste", "sinto-me tratado injustamente" – as crianças dispõem de ferramentas muito melhores para gerir conflitos. Não se trata de que as crianças nunca discutam, mas de que discutam de forma justa. Que saibam que podem estar zangadas, mas não podem bater. Que podem discordar, mas podem expressá-lo com palavras.

Uma ferramenta prática que muitas famílias apreciam são as chamadas reuniões de família. Trata-se de encontros regulares, por exemplo semanais, de toda a família, onde cada um tem espaço para dizer o que o preocupa, o que gostaria de mudar e o que gostou naquela semana. Nestas reuniões, as crianças aprendem a ouvir, a formular as suas necessidades e a procurar soluções em conjunto. Não é nenhuma sessão terapêutica – é antes um ritual agradável que pode durar quinze minutos e que fortalece o sentimento de pertença e de respeito mútuo.

Já que estamos a falar de dicas práticas, não se pode deixar de mencionar a influência do ambiente. As crianças que têm espaço físico suficiente e a possibilidade de estar um pouco sozinhas discutem menos. Isto não significa que cada criança tenha de ter o seu próprio quarto – mas mesmo num apartamento pequeno é possível criar um "cantinho da calma", onde a criança se pode refugiar quando precisa de estar sozinha. Da mesma forma, ajuda quando as crianças têm pelo menos algumas coisas que são só suas e que não precisam de partilhar. A partilha é um valor bonito, mas a partilha forçada leva frequentemente a mais rivalidade, e não a mais generosidade.

Também é interessante a perspetiva sobre a ordem de nascimento e a sua influência na dinâmica entre irmãos. Os primogénitos carregam frequentemente o peso das expectativas – devem ser responsáveis, sensatos, dar o exemplo. Os irmãos mais novos, por sua vez, podem sentir que nunca alcançarão aquilo que o irmão mais velho já sabe fazer. E os filhos do meio? Esses por vezes sentem-se invisíveis. Tomar consciência destas dinâmicas ajuda os pais a compreender melhor porque é que os seus filhos se comportam como se comportam – e a reagir com maior compreensão em vez de julgamento automático.

Talvez o mais importante de tudo seja, porém, a consciência de que a relação entre irmãos é uma maratona, não um sprint. O facto de as crianças, aos cinco e sete anos, discutirem por cada pequena coisa não significa que não se vão amar na idade adulta. Pelo contrário – muitos irmãos adultos que na infância passaram por uma rivalidade intensa descrevem a sua relação como uma das mais profundas e importantes da sua vida. O fundamental é a base que os pais lhes dão. Se aprenderem que os conflitos se podem resolver com respeito, que cada um tem direito às suas emoções e que o amor dos pais não é um bolo do qual é preciso cortar fatias – então têm um excelente ponto de partida para uma relação próxima ao longo de toda a vida.

Para os pais que queiram aprofundar o tema, pode ser útil o já mencionado livro Siblings Without Rivalry de Adele Faber e Elaine Mazlish, que está disponível também em tradução checa. Oferece exemplos concretos, diálogos e estratégias que podem ser aplicados de imediato. Outra excelente fonte é o site Aha! Parenting da psicóloga Laura Markham, onde se encontram dezenas de artigos sobre a dinâmica entre irmãos baseados em investigação atual.

Educar vários filhos é uma das experiências mais exigentes, mas ao mesmo tempo mais enriquecedoras, que a parentalidade oferece. As discussões entre irmãos não vão desaparecer – nem deviam. São uma parte natural do crescimento e da aprendizagem. O que pode mudar, porém, é a forma como reagimos a elas. Quando deixamos o papel de juiz e assumimos o papel de guia, damos aos nossos filhos um presente que transcende a infância: a capacidade de construir relações baseadas no respeito, na empatia e na compreensão mútua. E isso é algo que nenhum brinquedo, nenhum compromisso por causa de uma boneca e nenhum veredicto sobre "quem começou" poderá alguma vez substituir.

Partilhar isto
Categoria Pesquisar Cesto