facebook
Desconto SUMMER agora mesmo! CÓDIGO: SUMMER 📋
Com o código SUMMER, recebe 5% de desconto em toda a compra.
As encomendas feitas antes das 12:00 são despachadas imediatamente | Envio gratuito para compras acima de 80 EUR | Trocas e devoluções gratuitas dentro de 90 dias

Imagine que você sai para a sua habitual corrida matinal e regressa a casa não só com uma dose de endorfinas, mas também com um saco cheio de lixo que recolheu pelo caminho. É exatamente isso que é o plogging – uma tendência desportiva que nos últimos anos tem conquistado parques, florestas e ruas urbanas em todo o mundo. Não se trata de nenhum sacrifício nem de um esforço adicional. Pelo contrário, muitos entusiastas afirmam que esta combinação lhes dá a sensação de que o seu movimento tem um propósito que vai além da própria condição física.

A palavra plogging surgiu da combinação da expressão sueca plocka upp (recolher) com o inglês jogging. A ideia nasceu na Suécia por volta de 2016, quando Erik Ahlström começou a recolher lixo durante as suas corridas por Estocolmo. A ideia espalhou-se rapidamente pelas redes sociais e hoje o plogging tem comunidades em todos os continentes. Segundo estimativas, até 2020 mais de dois milhões de pessoas participaram em diversas ações de plogging em mais de cem países do mundo. Não é de admirar – trata-se de uma atividade que não requer nenhum equipamento especial nem taxa de inscrição, e que traz um duplo benefício.


Experimente os nossos produtos naturais

Por que o plogging é mais do que uma moda passageira

Os céticos poderiam argumentar que se trata de mais uma tendência ecológica que chega e desaparece rapidamente. No entanto, o plogging já tem quase uma década e a sua popularidade tende a crescer, em vez de diminuir. A razão é simples: funciona em vários níveis ao mesmo tempo.

Do ponto de vista da atividade física, o plogging é surpreendentemente mais exigente do que parece. As repetidas inclinações para a frente, agachamentos e mudanças de ritmo ao recolher lixo envolvem músculos que numa corrida clássica e uniforme ficam de lado. Alternar a corrida com movimentos rápidos em direção ao chão é, na verdade, uma forma de treino funcional que trabalha o corpo inteiro. Estudos e especialistas em fitness confirmam que uma hora de plogging queima aproximadamente 50 calorias a mais do que o mesmo tempo de jogging sem recolha de lixo. Não é um número desprezível, tendo em conta que a atividade desportiva traz ainda um benefício ecológico adicional.

Do ponto de vista da saúde mental, desempenha um papel o chamado purpose-driven exercise – ou seja, o movimento com uma intenção consciente. Os psicólogos alertam há muito tempo que as atividades que têm uma dimensão prossocial ou ambiental aumentam a satisfação geral e o sentido de propósito. Por outras palavras, quando uma pessoa sabe que a sua corrida matinal contribui para um ambiente mais limpo, a motivação mantém-se mais facilmente do que quando se pratica exercício "apenas para si próprio".

E depois há o aspeto social. Os grupos de plogging surgem de forma orgânica – em parques, nas redes sociais, através de aplicações como o Meetup ou o Strava. As pessoas reúnem-se, partilham percursos, competem na quantidade de lixo recolhido, fotografam achados inesperados. Surgem amizades e comunidades que têm em comum o cuidado pelo lugar onde vivem.

Como disse uma vez o fundador sueco do movimento, Erik Ahlström: "Não queremos dizer às pessoas o que devem fazer. Queremos apenas mostrar que uma pequena ação pode ter um grande impacto."

Como escolher um percurso de plogging e o que esperar

Uma das maiores vantagens do plogging é a sua acessibilidade – qualquer pessoa pode traçar um percurso praticamente em qualquer lugar. No entanto, existem locais onde faz sentido começar, e dicas que podem tornar a primeira experiência muito mais agradável.

Os percursos ideais de plogging passam por locais onde o lixo realmente existe. O som não é muito romântico, mas é verdadeiro. Parques nas periferias das cidades, ciclovias ao longo de rios, caminhos florestais nas imediações de bairros residenciais ou margens de lagos e albufeiras – são estes os locais onde o lixo se acumula e onde a sua recolha faz mais sentido. Pelo contrário, nos centros urbanos bem cuidados ou nos trilhos turísticos bem vigiados, a situação tende a ser melhor.

Um bom exemplo prático é Praga, onde a comunidade de plogging limpa regularmente os percursos ao longo do Vltava, na Divoká Šárka ou nas proximidades do Vale de Prokop. Grupos semelhantes existem em Brno, Ostrava ou Olomouc. Se alguém não quiser entrar logo num grupo organizado, basta abrir um mapa, escolher um percurso de 5 a 10 quilómetros e partir.

Quanto ao equipamento, não há nada de complicado:

  • Luvas – finas de borracha ou de trabalho, protegem do contacto direto com o lixo
  • Saco ou mochila – idealmente um saco reciclável ou reutilizável
  • Pinça ou apanhador – facilita a recolha sem necessidade de se inclinar demasiado, especialmente apreciado por quem tem problemas nas costas
  • Calçado adequado – sapatilhas de corrida com boa aderência, pois o plogging leva frequentemente a terrenos irregulares

A questão que ocorre a qualquer principiante: o que fazer com o lixo no final do percurso? O mais simples é levar o lixo recolhido ao caixote ou contentor mais próximo. Em ações maiores, os organizadores combinam previamente com as autarquias locais a recolha ou o empréstimo de contentores. Muitos municípios recebem bem esta colaboração e apoiam-na ativamente.

Ao planear o percurso, vale a pena recorrer também a recursos online. A plataforma Litterati, por exemplo, permite fotografar e marcar geograficamente o lixo recolhido, criando assim uma base de dados mundial de poluição. De forma semelhante funciona a iniciativa checa Ukliďme Česko, que mapeia os locais com presença de lixo e coordena ações de voluntariado em toda a república. Ambas as plataformas podem servir como excelente ponto de partida para a escolha de um percurso e para a integração numa comunidade mais alargada.

O plogging tem também a sua lógica sazonal. A primavera e o outono são as épocas mais produtivas em termos de recolha de lixo – após o inverno, aparecem nos prados e nos arbustos tudo o que a neve escondia, e antes do inverno é uma boa altura para preparar a natureza para os meses frios. O plogging de verão ao longo de zonas aquáticas tem o seu caráter específico, pois nas imediações de lagos e albufeiras acumula-se lixo proveniente de piqueniques e eventos estivais. O plogging de inverno é menos popular, mas tanto mais intenso do ponto de vista do esforço físico – as condições de neve e o terreno escorregadio acrescentam uma nova dimensão a toda a atividade.

Para quem quiser ir ainda mais longe, existe a possibilidade de combinar o plogging com outras atividades ao ar livre. O plogging de bicicleta – por vezes chamado plogcycling – funciona segundo o mesmo princípio, mas a um ritmo mais rápido e em percursos mais longos. O plogging durante o caminhada, ou seja, a recolha de lixo a um ritmo mais tranquilo, é por sua vez acessível a famílias com crianças ou a pessoas mais velhas que não conseguiriam correr combinado com inclinações. As crianças, aliás, acolhem esta atividade com surpreendente entusiasmo – para elas trata-se de um jogo de aventura com um resultado claro, que veem com os próprios olhos.

Um exemplo interessante vem do Japão, onde existe uma tradição semelhante chamada soji – a limpeza do espaço público como expressão de respeito pela comunidade. Os japoneses limpam regularmente as imediações das suas casas, escolas e locais de trabalho, sem qualquer pressão externa. Neste sentido, o plogging não é nada de novo – é, na verdade, uma forma moderna e desportiva de uma ideia muito antiga: que cuidar do espaço comum é uma parte natural da vida em sociedade.

A comunidade em torno do plogging também apoia naturalmente um interesse mais amplo por um estilo de vida sustentável. As pessoas que recolhem lixo regularmente começam a prestar mais atenção ao que realmente estão a recolher. Garrafas de plástico, pontas de cigarro, embalagens de fast food – as estatísticas mostram repetidamente que estes são os tipos de lixo mais comuns na natureza. Este contacto quotidiano com as consequências do comportamento de consumo leva muitos ploggers a reconsiderar os seus próprios hábitos de compra, a começar a usar alternativas ecológicas ou a interessar-se pela abordagem zero waste na gestão doméstica. O plogging não é, portanto, apenas uma atividade física – é também uma forma de cultivar uma relação mais profunda com o meio ambiente.

Não é necessário ser um ativista ecológico nem ter conhecimento de todas as certificações de sustentabilidade. Basta pegar nas luvas, num saco e sair porta fora. Cada pedaço de lixo recolhido é um resultado concreto e tangível que não pode ser questionado nem ignorado. E é precisamente esta simplicidade e objetividade que é talvez a maior força de todo o movimento – numa época em que os temas ecológicos se perdem frequentemente em números abstratos e catástrofes distantes, o plogging oferece algo completamente diferente: uma forma imediata, visível e alegre de contribuir para a mudança precisamente onde se vive e se move.

No próximo fim de semana, quando estiver a pensar por onde sair para correr, talvez valha a pena levar consigo um saco extra. O resultado verá ainda antes de chegar a casa.

Partilhar isto
Categoria Pesquisar Cesto