# Separační úzkost u batolat a jak ji ustát v klidu
Cada pai conhece aquele momento. Basta virar-se para o cabide para apanhar o casaco, e a criança começa imediatamente a chorar, agarra-se à perna ou começa a chamar desesperadamente "mamã, mamã, mamã" repetidamente, como se o mundo estivesse prestes a perder o seu eixo. A ansiedade de separação em crianças pequenas é uma das fases de desenvolvimento mais desafiantes, mas também mais naturais, pelas quais as crianças passam. E ainda assim, muitos pais vivem-na com sentimentos de culpa, impotência ou até com medo de estar a fazer algo errado.
Não é assim. E compreender por que razão a ansiedade de separação surge e como lidar com ela pode tornar toda a situação significativamente mais fácil — tanto para a criança como para os próprios pais.
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O que se passa na cabecinha de uma criança pequena
A ansiedade de separação não é um capricho nem o resultado de uma má educação. É uma resposta neurologicamente condicionada, intimamente relacionada com a fase de desenvolvimento em que a criança se encontra. Por volta dos oito aos doze meses de idade, as crianças começam a perceber que o seu cuidador existe como um ser independente — e ao mesmo tempo ainda não desenvolveram suficientemente o conceito de permanência do objeto, ou seja, a capacidade de manter internamente a consciência de que a mamã ou o papá existem mesmo quando não os vê.
Por outras palavras: para uma criança pequena, o desaparecimento do pai ou da mãe atrás da porta da casa de banho significa realmente, por um momento, que o pai ou a mãe deixou de existir. Sem dramatismo, sem manipulação — simplesmente um cérebro imaturo que está ainda a aprender a trabalhar com o conceito abstrato de continuidade. Investigações no campo da psicologia do desenvolvimento, como os trabalhos de Jean Piaget, mostram que a permanência do objeto se desenvolve plenamente por volta dos dois anos de idade, sendo que as crianças diferem significativamente no ritmo do seu desenvolvimento.
A ansiedade de separação não é, portanto, apenas uma questão da fase de bebé. Muitas crianças vivem o seu pico precisamente na primeira infância — ou seja, entre o primeiro e o terceiro ano de vida — e pode reaparecer de forma mais suave na entrada para o jardim de infância ou noutras grandes mudanças de vida. O que à primeira vista parece um retrocesso é, na verdade, prova de uma vinculação afetiva saudável.
Uma criança que chora quando o pai ou a mãe se vai embora é uma criança que criou uma ligação segura. E isso é uma boa notícia.
Como se manifesta a ansiedade de separação em crianças pequenas na prática
As manifestações da ansiedade de separação são variadas e dependem do temperamento da criança em particular, do seu estado de saúde atual, do grau de cansaço e da dimensão da mudança que a aguarda. Por vezes trata-se de um choro intenso na despedida, outras vezes de agarrar-se ao pai ou à mãe durante todo o dia, recusar pessoas desconhecidas ou ter problemas para dormir — especialmente se a criança percebe durante a noite que o pai ou a mãe não está imediatamente por perto.
Tomemos o exemplo da Eliška de três anos, que entrou para o jardim de infância. Em casa funcionava muito bem, gostava de brincar, era curiosa e comunicativa. Mas as primeiras semanas no jardim de infância foram esgotantes para toda a família: todas as manhãs a despedida decorria com um choro dramático que durava até vinte minutos após a saída da mãe. As educadoras confirmavam que a Eliška se acalmava relativamente depressa e participava nas atividades da manhã sem problemas — mas esta imagem não tranquilizava de forma alguma a mãe, porque carregava consigo aquele choro durante todo o dia.
É exatamente disso que se trata a ansiedade de separação. Diz respeito a ambos os lados. E para os pais pode ser tão difícil como para a criança.
Como atravessar a ansiedade de separação — sem drama desnecessário nem ignorância
Um dos erros mais comuns que os pais cometem com boa intenção é tentar sair despercebidos — "desaparecer" enquanto a criança está absorta numa brincadeira, na esperança de evitar assim uma cena. A curto prazo pode funcionar, mas a longo prazo esta estratégia tende a minar a confiança. A criança aprende que o pai ou a mãe pode desaparecer a qualquer momento e sem aviso, o que na verdade aprofunda a sua ansiedade.
Especialistas em psicologia infantil, como os autores de publicações da Academia Americana de Pediatria, recomendam o oposto: tornar a despedida um ritual. Curto, carinhoso, previsível. Abraçar, dizer "já volto, amo-te", e ir embora. Sem longas explicações, sem voltar atrás por causa dos próprios remorsos e sem transferir a própria ansiedade para a criança — porque as crianças são surpreendentemente hábeis a ler as emoções dos pais.
O ritual de despedida dá à criança um sentido de controlo sobre uma situação que de outra forma seria imprevisível. E a previsibilidade é fundamental para as crianças pequenas — é a base do seu sentimento de segurança.
Para além do ritual de despedida, o ritual de regresso também desempenha um papel importante. Quando o pai ou a mãe regressa, é bom dedicar à criança um momento de atenção plena — não necessariamente uma hora de brincadeira intensa, mas alguns minutos de contacto genuíno, olhos nos olhos, um abraço. Isso confirma o que a criança precisa de saber: foste embora e voltaste. Voltarás sempre.
A habituação gradual também ajuda. Se a criança nunca esteve sozinha com outra pessoa cuidadora, não se pode esperar que aceite a entrada no jardim de infância sem dificuldades. Estadias curtas com os avós, com um amigo ou com uma ama podem ajudar a criança a experienciar que a separação do pai ou da mãe é temporária e segura.

Quando a ansiedade da criança é demasiado intensa
A ansiedade de separação é natural, mas existem situações em que vale a pena consultá-la com um especialista. Se a criança, após completar quatro anos, ainda vive uma ansiedade intensa a cada separação, se recusa dormir sozinha ou não consegue participar em nenhuma atividade sem a presença do pai ou da mãe, pode tratar-se de uma perturbação de ansiedade de separação persistente que merece atenção especializada.
Da mesma forma, é aconselhável procurar ajuda quando a ansiedade de separação interfere significativamente no funcionamento quotidiano de toda a família — quando o pai ou a mãe não consegue ir nem à casa de banho, quando a criança recusa comer ou dormir e o seu stress é claramente excessivo. Um psicólogo infantil ou pediatra pode avaliar se se trata de um curso normal do desenvolvimento ou se é adequado um apoio mais direcionado.
Como diz o psicólogo infantil D. W. Winnicott: "Não existe tal coisa como um bebé — há sempre um bebé e alguém." Este pensamento recorda-nos que o desenvolvimento da criança nunca acontece de forma isolada. Faz sempre parte de uma relação, e a qualidade dessa relação é o fator mais importante para a forma como a criança lidará com a ansiedade de separação.
O que ajuda no dia a dia
Para além dos rituais e da habituação gradual, existem inúmeras pequenas coisas quotidianas que podem tornar toda a situação mais fácil. Uma rotina diária estável é uma delas — as crianças que sabem o que vem depois do pequeno-almoço e o que vem depois do almoço sentem-se mais seguras e reagem com menos ansiedade às mudanças.
Os objetos de transição — ou seja, um brinquedo favorito, um lenço ou uma almofadinha que cheira ao pai ou à mãe — têm o seu lugar na vida das crianças pequenas. Não se trata de uma muleta nem de uma expressão de dependência pouco saudável. É uma forma natural de a criança manter um sentimento de proximidade e segurança na ausência do pai ou da mãe.
Nomear as emoções também pode ser útil. Em vez de "não chores, está tudo bem", tentar "vejo que estás triste porque o papá está a ir embora. Está bem sentires tristeza. O papá vai voltar." Esta nomeação aparentemente simples ajuda as crianças a compreender o que estão a sentir e a desenvolver gradualmente uma relação saudável com as próprias emoções.
E depois há algo de que se fala menos, mas que é igualmente importante: cuidar dos próprios pais. Viver todas as manhãs o choro do próprio filho e carregá-lo durante todo o dia é esgotante. Falar sobre isso com o parceiro, com amigos ou num grupo de pais não é fraqueza — é uma necessidade. Um pai ou uma mãe que se sente apoiado e compreendido consegue lidar muito melhor com os momentos difíceis com a criança.
A ansiedade de separação das crianças pequenas é uma daquelas fases da parentalidade que parece interminável, mas tem o seu fim. As crianças que vivem este período num ambiente seguro e amoroso carregam consigo um profundo sentimento interno de segurança — a consciência de que mesmo quando alguém se vai, volta. E esse é um presente que os pais dão mesmo nos momentos mais difíceis de manhã à porta do jardim de infância.